(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
Manaus (AM) – O consumidor manauara ficou surpreso e sentiu no bolso o aumento de dez centavos no preço da gasolina ao chegar ao posto de combustíveis neste sábado (12). Após ser vendida a R$ 6,89 por três meses, a gasolina agora chega a R$ 6,99. O último aumento foi em julho, quando o combustível subiu R$ 0,60 mesmo com a redução no valor de venda da gasolina pela Refinaria da Amazônia (Ream).
O Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) emitiu nota ainda neste sábado e afirmou que o reajuste de combustível, no caso da refinaria privatizada que é operante em Manaus, segue os critérios próprios que consideram a política de preços internacionais, condições de mercado e custo de produção.
“O Procon-AM, conforme as suas atribuições, segue com a intensificação das fiscalizações nos postos a fim de coibir possível prática abusiva”.
O diretor-presidente Jalil Fraxe, deixou um comentário na publicação do vereador Rodrigo Guedes (PP), no Instagram, dizendo que o aumento de preço é criminoso e que os donos de postos esperaram o feriado para aumentar.
Condições são adversas
Na avaliação do economista Martinho Azevedo, o aumento da gasolina não se trata de algo anormal, mas de uma tendência de mercado e das mudanças nas diretrizes econômicas atuais. Ele afirma que não se trata de ser incorreto ou não, mas sim de uma questão de repassar o preço.
“A estrutura ou a condição atual levou a esse aumento. Não podemos ser indiferentes às adversidades que a economia local e regional enfrenta. De fato, as condições são adversas e esses valores e preços precisam ser ajustados à realidade. É extremamente complicada a análise simples do fato ou do ato, se é justo ou injusto. É necessário observar a condição real vivenciada pela logística e pela estrutura do mercado de combustíveis”, avaliou.
Já na avaliação da economista Michele Aracaty, os gastos com combustíveis têm um peso expressivo sobre o orçamento das famílias. Ela afirmou que, a cada aumento, as famílias perdem recursos que poderiam ser usados para o bem-estar e lazer, já que precisam cobrir novos valores em contas relevantes, como a de combustível.
“A cada aumento, cabe ao consumidor e à sua família fazer ajustes ou adaptar sua rotina para que as contas caibam no orçamento familiar. Recebemos com surpresa o novo aumento de combustíveis no estado do Amazonas, uma vez que tal reajuste não foi anunciado previamente. Ademais, precisamos de uma explicação da empresa responsável para embasar esse aumento repentino no preço do combustível. Também precisamos de intervenção por parte dos órgãos de defesa para intensificar a fiscalização e evitar abusos econômicos por parte das empresas”, afirmou.
Ela acrescentou que é importante lembrar que existe um efeito em cadeia, onde cada aumento impacta os preços das mercadorias, serviços e transporte, afetando direta e indiretamente o consumidor final.
Na avaliação da economista Roberta Veras, o aumento da gasolina certamente impactará o bolso da população, especialmente com a proximidade do final do ano, quando há datas comemorativas e outros gastos extras que podem ser problemáticos para quem não tem uma boa organização financeira.
“Se é errado ou certo, isso depende da empresa. A economia atual é pautada pela oferta e demanda, e isso depende das decisões do empresário ou do cartel que está praticando esses aumentos. O que resta à população é rever seu orçamento e se adequar a essa situação, pois não temos controle sobre isso. O aumento se deu por questões relacionadas à usina? Isso é algo que precisamos entender. Portanto, seria interessante, além de ouvir uma educadora financeira, escutar alguém da área de combustíveis para questionar o porquê do aumento. Para a população, isso afeta diretamente o orçamento familiar”, criticou.
LEIA MAIS:







