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Candidatos pedem anulação das eleições do Conselho Tutelar

Um grupo de 150 pessoas alega irregularidades no pleito por duplicidade de votos

Candidatos não eleitos que participaram das eleições do Conselho Tutelar em Manaus, no último domingo, 6, entraram com uma ação no Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) nesta quarta-feira, 9, pedindo a anulação do pleito. O grupo composto por 150 pessoas alega duplicidade de votos.

Segundo eles, o site que divulgava a apuração dos votos sofreu uma pane e quando o sistema retornou os números teriam mudado, alguns para mais, outros para menos, o que teria comprometido o resultado. O grupo também foi a Câmara Municipal de Manaus (CMM) e protocolou para todos os vereadores um pedido de anulação do pleito.

João Furtado, um dos candidatos que alega ter sido prejudicado por irregularidades na apuração dos votos, afirma que houve parcialidade por parte do Ministério Público, pois a duplicidade foi informada, mas não foi considerada um erro. “Tiraram votos de muitas pessoas, as pessoas não podem ter sido lesadas dessa forma. Houve um erro e ele precisa ser reparado com a anulação da votação, pois ela perdeu a legitimidade”, afirma.

Votos antes e depois da pane no sistema

Segundo Furtado, outra denúncia é que um colégio no bairro Mauazinho, zona leste da capital, sediou um evento com mais de 2 mil pessoas no mesmo dia da votação. Uma das sessões eleitorais funcionava nesse colégio, e o evento também teria comprometido o pleito.

O processo eleitoral foi coordenado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), órgão deliberativo, vinculado administrativamente à Secretaria da Mulher, Assistência Sociaal e Cidadania (Semasc). Ao todo, 256 candidatos concorreram às vagas que foram decididas por zona, em que 45 conselheiros e 90 suplentes foram eleitos.

Em nota, o Ministério Público informou que acompanhou por meio de 10 promotores de Justiça todo o processo de votação para a escolha dos Conselheiros Tutelares na capital, não tendo sido registrados fatos que pudessem pôr em dúvida a lisura do processo de voto, por intermédio das urnas eletrônicas.

Além disso, o órgão ressaltou que a fiscalização se deu durante todo o processo de organização, votação e apuração da eleição, e eventuais notícias de supostas fraudes no processo deverão ser encaminhadas aos canais ordinários já amplamente divulgados, para que as providências tendentes a apuração dos fatos sejam adotadas.

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