(Foto: Reprodução)
A delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Joyce Coelho, disse que pretende dar uma resposta sobre o caso envolvendo a fã do candidato ao Governo do Amazonas, Wilson Lima (PSC), o mais breve possível à sociedade. Ela acompanhou, na tarde de ontem, 19, o depoimento de Ana Sara Oliveira da Silva, 21, que afirmou ter mantido relações sexuais com o jornalista, quando tinha apenas 15 anos, em 2013.

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As declarações foram dadas na Delegacia de Manacapuru, município da Região Metropolitana de Manaus (RMM), a 103 quilômetros da capital. O Termo de Declaração foi assinado pelo delegado Rodrigo Araújo Torres.
Ao Amazonas1, a delegada da Depca disse que, apesar de ter acompanhado o depoimento, “ainda não tem nada em definitivo” e que “após uma análise do depoimento coletado (irá se manifestar) o mais breve possível.
O caso veio à tona com a publicação de uma nota pela revista Veja, na semana passada, informando que Lima havia registrado, em 2014, um Boletim de Ocorrência (B.O) contra a então adolescente, por assédio. De acordo com ele, Ana Sara dizia que era sua esposa.
Ela nega a versão e disse, ontem, em depoimento, que eles tiveram uma relação amorosa, em abril de 2013, quando ela tinha 15 anos, e que o namoro durou cerca de duas semanas, período em que eles mantiveram relações sexuais consentidas.
As opiniões sobre o caso são diversas. Especialistas afirmam que Wilson pode ser enquadrado em diferentes artigos do Código Penal, entre eles, o 215, que trata do ato de conjunção carnal ou prática de outro ato libidinoso com alguém, mediante a algum processo fraudulento.
No ‘caso Sara’, advogados ouvidos pela reportagem entendem que Wilson Lima se utilizou da condição de ídolo da adolescente para fazê-la acreditar que os dois poderiam ter um relacionamento amoroso mais duradouro. Nas literaturas que tratam do artigo 215 do Código Penal diz que a “liberdade para exercer a sexualidade é protegida não somente contra atos violentos, mas também contra aquelas realizadas de forma fraudulenta”.





