Sindicato pede suspensão do alvará de feirante que afirmou não usar máscara
21 de outubro de 2020
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Sindicato pede suspensão do alvará de feirante que afirmou não usar máscara

Durante a entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, o feirante afirmou não usar nenhuma proteção, por “não acreditar na doença”

Sindicato pede suspensão do alvará de feirante que afirmou não usar máscara
Foto: reprodução

O Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus repudiou, por meio de nota, o posicionamento polêmico de um feirante que atua na Feira da Betânia, sobre não utilizar máscaras para proteção contra  novo coronavírus por não ter medo de ser contaminado. As declarações ocorreram durante a exibição do programa “Conexão Repórter”, do SBT, nesta segunda-feira, 27.

Na nota, a entidade afirma que tomará todas as medidas cabíveis e que já solicitou junto à Prefeitura de Manaus a suspensão do alvará do permissionário, uma vez que decidiu expor a si mesmo e aos outros aos riscos de contágio. “É importante que se destaque que a opinião do indivíduo, não representa nem mesmo a dos demais trabalhadores da Feira em que atua”.

Ainda segundo o texto, as medidas buscam esclarecer que o Sindicato não compactua com o que chamou de “infeliz opinião manifestada por um único indivíduo”, e os feirantes da capital “seguem estritamente as recomendações da Organização Mundial da Saúde com os cuidados preventivos necessários para proteção própria e dos consumidores”.

Durante a entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, o feirante afirmou não usar nenhuma proteção, como máscaras e e demais equipamentos de proteção por “não acreditar na doença”, o que conforme a categoria causou “indignação com a atitude que coloca em cheque o profissionalismo do indivíduo”. 

“O Sindicato, manifestando a opinião da maioria absoluta da categoria, repudia a infeliz atitude. Afinal, aquele único feirante não representa milhares de trabalhadores, que dependem deste ofício para alimentar suas famílias, e que somente têm mantido a atividade por se tratar de serviço essencial. Outro posicionamento que nos deixa triste é o da produção do programa de televisão que levou ao grande público brasileiro a exibição das declarações irresponsáveis deste indivíduo, sem o devido contrário de uma maioria de feirantes que dele discorda, representadas pelo seu Sindicato”, diz um trecho da nota.

Por fim, a entidade também afirma que apoia o bom jornalismo e reconhece que a situação da cidade deve ser exibida para que as demais tomem precauções necessárias, mas pede que a entidade também seja ouvida. 

A nota assinada pelo presidente do Sindicato David Lima da Silva, foi divulgada a imprensa nesta terça-feira, 28.

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