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28 de outubro de 2020
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Três meses após fechar hospital de campanha, Arthur sugere lockdown em Manaus

Arthur sustenta, ainda, que há irresponsabilidade nos números divulgados pela FVS e que números são bem menores do que os veiculados

Três meses após fechar hospital de campanha, Arthur sugere lockdown em Manaus
Reprodução Facebook

Três meses após o fechamento do hospital de campanha Gilberto Novaes, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, espera apoio do governador Wilson Lima na decisão de trazer o lockdown para a capital.

Leia mais em: Quatro morreram de covid-19 nas últimas 24h e óbtidos somam 4.027 no Amazonas

Arthur Virgílio (PSDB) afirmou à CNN, nesta segunda-feira (28), que gostaria de decretar lockdown na capital do Amazonas, por acreditar que a medida pode ajudar a frear uma eventual segunda onda da covid-19, mas cobrou apoio do governador Wilson Lima (PSC).

“Gostaria de decretar lockdown, mas tem que ver com o governador. É coisa para ele entrar junto. Aceito o lockdown por entender que isso pode matar de vez a ameaça de uma segunda onda, que seria catastrófica. Se não, a decretação será desmoralizada por pessoas sem máscara ou que vão simplesmente sair na rua. É preciso cobertura policial para chegar a essa medida”, afirmou.

Virgílio também apontou subnotificação nos registros de mortes pelo novo coronavírus. “Recebo, todos os dias, o relatório de sepultamentos e percebo claramente uma subestimação da covid-19”, afirmou.

“Há 48 casos e dizem que tem dois de covid-19. Não é verdade. Doença respiratória grave é covid-19, pneumonia ou coloquem o nome que for… é covid-19. E temos que não esconder esses números, porque daqui a pouco precisamos de ajuda, nacional ou internacional, para sair de uma eventual segunda onda e ninguém acredita”, refletiu.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) sugeriram que a queda drástica de mortes por covid-19 em Manaus indicava a imunidade coletiva funcionando, porém, também acreditam que os anticorpos da doença após a infecção podem não durar mais do que alguns meses.

Autoridades locais decidiram na sexta-feira proibir festas e outras reuniões de pessoas por 30 dias, restringindo também horários de restaurantes e shoppings, em um novo revés na cidade de 1,8 milhão de pessoas depois que o pior da pandemia parecia ter ficado para trás.

Entre abril e maio, tantos moradores de Manaus estavam morrendo de covid-19 que os hospitais entraram em colapso e os cemitérios não conseguiram cavar covas com a rapidez necessária. A cidade nunca impôs um lockdown completo. Negócios não-essenciais foram fechados, todavia, muitos simplesmente ignoraram as orientações de distanciamento social.

 

(*) Com informações da CNN Brasil 

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