Manaus, 7 de julho de 2026
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Manchete

Central de Medicamentos viu os investimentos caírem na gestão de Amazonino

A afirmação polêmica foi dada em entrevista na segunda-feira, 1.

Desde quando o governador  Amazonino Mendes (PDT) assumiu o governo do Estado, em outubro do ano passado, a Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) teve uma redução de 39% nos pagamentos para manutenção do órgão, que incluem compra de medicamentos e insumos, na comparação com igual período de 2016. De acordo com dados da Transparência, os meses de outubro e novembro de 2017 estão entre os piores desde 2014.

Amazonino considera que houve avanços na Cema (Foto: Divulgação/Secom)

Os valores pagos nos três meses de 2017 caíram de R$ 73,8 milhões, em 2016, para R$ 44,7 milhões no ano passado. Para quem não acompanha os gastos da administração pública e seus impactos, vale lembrar que essa diferença de quase R$ 30 milhões poderia ser usada para comprar remédios que estão em falta, como as insulinas para diabéticos, e outros.

A Cema é a unidade que abastece as unidades públicas com medicações, além de fornecer à população diversas drogas, inclusive de alto custo.

Durante todo o ano de 2017, foram efetivamente pagos pelo Governo do Estado, R$ 129,1 milhões, por meio da Cema. O orçamento autorizado para a Central de Medicamentos era de R$ 144,3 milhões.

Ou seja, deixou-se de investir 15,2 milhões para beneficiar a população com medicamentos.

Braço da Susam, a Cema também auxilia a população de baixa renda na aquisição de diversos medicamentos, entre eles, os de alto custo não disponibilizados em hospitais. As medicações são dispensadas através de prescrições oriundas das redes municipal, estadual e federal.

Entre os pacientes que dependem da Cema para obter medicamentos, estão os doentes renais crônicos, por exemplo.

Em dezembro, a Susam deu início à aquisição de itens para abastecer a Cema, sob a justificativa de que a administração anterior deixou a desejar. A Secretaria informou, à época, que o estoque da Central estava apenas 30% abastecido.

Apesar disso, no primeiro mês de gestão do governador Amazonino Mendes, apenas R$ 6,4 milhões foram empregados no órgão, quase a metade do que foi investido, em 2016, no mesmo mês.

Governador diz que houve melhoras

No balanço que fez dos primeiros cem dia de governo, na última quinta-feira (11), Amazonino Mendes afirmou que houve avanço na Central de Medicamentos e com a aquisição de produtos para a saúde, em que o novo governo quitou dívidas da ordem de R$ 29 milhões com fornecedores, herdadas de gestões anteriores, e agora trabalha para normalizar o estoque, que estava com apenas 26% dos itens.