Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Marcelo Ramos critica narrativa sobre Banco Master e cita doações a Bolsonaro

Pré-candidato ao Senado critica opositores e diz que relações do caso estão ligadas a partidos de direita.

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(Foto: Pablo Valadares /Câmara dos Deputados)

Manaus (AM) – Em entrevista a imprensa o pré-candidato ao Senado pelo PT, Marcelo Ramos, criticou o que classificou como “falta de racionalidade” nas tentativas de vincular o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao caso envolvendo o Banco Master.

Em declaração recente a uma entrevista na Jovem Pan News Manaus, Marcelo Ramos utilizou o episódio para questionar narrativas políticas e midiáticas sobre o tema.

Segundo ele, o histórico de relações políticas ligadas ao banco não envolve integrantes do PT. “Vamos pegar esse exemplo do caso do Banco Master. Esse exemplo, ele é definitivo”, afirmou.

Marcelo Ramos destacou que familiares do empresário ligado ao banco teriam feito doações significativas para campanhas de adversários políticos.

“O cunhado do Vocaro, que é o dono do Master, o Zetel, doou 3 milhões para a campanha do Bolsonaro, foi o maior doador de pessoa física para a campanha do Bolsonaro, e doou 2 milhões para a campanha do Tarcísio”, disse, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

O pré-candidato também mencionou tentativas anteriores de negociação envolvendo o banco durante o governo Bolsonaro.

“Tentaram fazer o BRB comprar o Banco Master durante o período Bolsonaro, e nada aconteceu. O presidente Lula entrou e liquidou o Banco Master”, afirmou.

Na avaliação de Ramos, não há elementos que conectem o PT ao caso. “Você pega o celular do Vocaro […] não tem telefone de nenhum membro do PT. Tem do PL, tem do União, tem do Progressista. Mas não tem nenhum do PT. Ninguém do PT viajou no jatinho do Vocaro”, declarou. Ele ainda citou o deputado Nikolas Ferreira como um dos nomes ligados ao episódio.

Marcelo Ramos também criticou a cobertura de parte da imprensa sobre o tema, mencionando uma reportagem televisiva que teria tentado associar o governo Lula ao caso.

“As pessoas pegam o Banco Master e culpam o presidente Lula. Assim, não tem nenhuma racionalidade isso”, disse. “Tão ridículo que teve que pedir desculpas. Uma desculpa constrangida, mas ridículo.”

A fala ocorre em meio ao acirramento do debate político e à antecipação das movimentações eleitorais para o Senado, com diferentes grupos buscando consolidar narrativas sobre episódios recentes da política nacional.

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