Manaus, 28 de julho de 2026
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Manaus, 28 de julho de 2026

Política

MDB abandona disputa presidencial e aposta na força regional para ampliar poder no Congresso

Partido libera diretórios para negociar alianças locais e prioriza o fortalecimento das bancadas na Câmara e no Senado.

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(Foto: Divulgação)

Manaus (AM) – O MDB decidiu não lançar candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 e deu liberdade para que os diretórios estaduais definam suas próprias alianças. A decisão foi aprovada nesta segunda-feira (27), durante convenção nacional realizada de forma virtual, e consolida a estratégia da legenda de priorizar as disputas estaduais e o fortalecimento de suas bancadas no Congresso Nacional.

Na prática, o partido poderá apoiar candidatos diferentes à Presidência em cada estado, além de formar alianças distintas para as disputas aos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas.

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que a medida busca fortalecer a unidade interna da sigla e ampliar o desempenho eleitoral.

“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, declarou.

A decisão marca uma mudança em relação à eleição de 2022, quando o MDB lançou a então senadora Simone Tebet como candidata ao Palácio do Planalto. No segundo turno, entretanto, o partido já havia liberado os diretórios estaduais. Tebet apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto outras lideranças emedebistas declararam apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Estratégia mira Congresso e governos estaduais

Ao abrir mão de uma candidatura presidencial, o MDB amplia sua margem de negociação nos estados e evita disputas internas entre grupos que mantêm alianças políticas diferentes em cada região do país.

A direção nacional aposta que a estratégia permitirá ao partido ampliar sua presença no Congresso Nacional. Atualmente, o MDB conta com 38 deputados federais, nove senadores e três governadores.

A legenda também chega fortalecida após as eleições municipais de 2024, quando elegeu 864 prefeitos, tornando-se uma das siglas com maior presença nas administrações municipais. Segundo o partido, o MDB reúne cerca de 2,08 milhões de filiados, o maior número entre as legendas brasileiras.

Alianças variam conforme o estado

A autonomia concedida aos diretórios já se reflete nas articulações para 2026.

No Pará, o MDB disputará a reeleição da governadora Hana Ghassan em aliança com o PT, que indicou o deputado estadual Dirceu Ten Caten para a vaga de vice-governador.

Em São Paulo, o partido permanecerá ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), com o vice-governador Felício Ramuth (MDB) mantido na chapa.

Ao dispensar uma candidatura própria ao Planalto, o MDB reforça sua estratégia histórica de priorizar acordos regionais e ampliar seu poder de negociação nos estados, mantendo espaço tanto em alianças com partidos governistas quanto com legendas da oposição.

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