FOTO: MARCIO SILVA/ ACRITICA
Manaus (AM) — A falta de professores mediadores para alunos com deficiência e a quantidade de vagas prevista no próximo concurso da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) foram apontadas pela candidata a deputada estadual Cléia Branches (PSD) como problemas que precisam ser revistos na educação do Amazonas.
Durante entrevista ao Portal AM1, Cléia afirmou que há estudantes matriculados na rede estadual que deixam de frequentar as aulas porque não conseguem o acompanhamento necessário.
“Tem alunos que deixam de ir para a escola porque não tem esse mediador”, declarou.
Segundo ela, o problema atinge principalmente alunos com deficiência intelectual e estudantes com diagnósticos que demandam acompanhamento individualizado. A candidata afirmou que os pais, em alguns casos, precisam recorrer à Defensoria Pública para tentar garantir o atendimento.
Cléia também questionou a decisão da Seduc de negar mediadores a determinados alunos que anteriormente tinham esse acompanhamento.
Ela citou o caso de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que, segundo seu relato, tinham direito ao mediador em anos anteriores, mas passaram a ter o pedido negado posteriormente.
“Como muda se o diagnóstico é o mesmo?”, questionou.
Concurso não prevê mediadores
A candidata também criticou o edital do concurso da Seduc por não prever vagas específicas para professores mediadores.
Para Cléia, a ausência dessas vagas não é compatível com a demanda existente na rede estadual.
Ela também questionou o número de vagas destinadas a psicólogos, assistentes sociais e merendeiros.
Segundo a candidata, o concurso prevê 19 vagas para psicólogos e assistentes sociais e 349 para merendeiros, enquanto a rede estadual possui cerca de 625 escolas.
“Como que 19 profissionais, quando é conta de atender a quantidade de alunos que nós temos? Não existe isso”, afirmou.
Cléia defendeu que o edital seja revisto antes da realização do concurso, considerando que a Seduc não realiza seleções com frequência.
Ela lembrou que o último concurso citado na entrevista ocorreu em 2018 e que a última convocação daquele processo teria ocorrido em 2023.
Merendeiros também estão na pauta
A candidata também chamou atenção para a situação dos profissionais responsáveis pela alimentação escolar.
Segundo ela, merendeiros enfrentam sobrecarga de trabalho e há servidores em processo de readaptação.
Cléia defendeu a ampliação das vagas para esses profissionais e afirmou que a estrutura atual não acompanha a quantidade de escolas da rede estadual.
A candidata também defendeu a climatização das cozinhas das escolas estaduais e afirmou que existe uma mobilização para garantir melhores condições de trabalho aos merendeiros.
Segundo ela, há processos administrativos e judiciais relacionados à insalubridade e à instalação de climatização e exaustores nas cozinhas.
Acompanhe a entrevista completa:
LEIA MAIS:





