Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

Menino de 12 anos é amordaçado e sofre estupro coletivo com martelo e barra de ferro

Um menino de apenas 12 anos morador de Santa Maria, no Distrito Federal, foi amordaçado e estuprado por cinco pessoas, apenas uma foi presa. O ataque foi filmado, publicado em redes sociais e causou a indignação de moradores da capital na quarta-feira (10).  A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a ocorrência de estupro coletivo.

Os suspeitos são três adolescentes e dois adultos, de 18 e 21 anos. Uma mulher, a pessoa mais velha do grupo, foi presa em flagrante, na terça-feira (9), acusada de armazenar e compartilhar pornografia infantil. Ela também foi indiciada por estupro de vulnerável e ameaça, porque presenciou o momento do ataque. A jovem registrou tudo em vídeo.

O crime aconteceu há mais de uma semana, mas a Polícia Civil só tomou conhecimento da ocorrência após ser procurada pelo Conselho Tutelar da região administrativa e pelo tio da vítima. Nas imagens, os autores obrigam o garoto a vestir roupas femininas, a usar maquiagem e é coagido a dizer o que estupradores queriam ouvir na hora da agressão sexual. O menino narrou, em detalhes o terror vivido, em depoimento colhido pelos investigadores da 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), nessa terça-feira (9).

Segundo o delegado-adjunto da unidade, Alberto Rodrigues, a vítima tinha amizade com o grupo. “As imagens demonstram ações grotescas e uma condição deplorável contra um adolescente em situação de vulnerabilidade social”, explicou Passos.
Todos os envolvidos foram identificados. Os adultos serão investigados pela 33ª DP. Os adolescentes, pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), que também terá acesso ao inquérito.

Ameaça 

O investigador contou que os cinco envolvidos ameaçaram o garoto de morte. “Eles disseram que se a vítima comentasse o fato com alguém teria membros do corpo cortados, e seria torturada até a morte. O caso só chegou ao nosso conhecimento porque a jovem de 21 anos divulgou o vídeo nas redes sociais e a mídia repercutiu”, explicou o delegado.

Segundo Alberto, o adolescente seria usuário de drogas e também comercializaria entorpecentes na Rodoviária do Plano Piloto, sob comando do grupo. “A líder que dirigia o vídeo – ela comandava a forma com que as pessoas deveriam agir – fornecia a droga para a vítima vender. Ela também é adolescente. O menino ia até essas pessoas em busca de mais drogas”, informou.

A mulher responsável por divulgar as cenas do estupro coletivo foi presa e, se condenada, pode receber pena que varia de 1 a 6 anos de prisão, por armazenar e compartilhar o vídeo. A pena por estupro de vulnerável vai de 8 a 15 anos. A de ameaça, de 6 meses a dois anos de reclusão. Os outros quatro envolvidos não foram detidos.

*Informações retiradas do CorreioBraziliense