Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

Mercado de trabalho segue apresentando forte desempenho, aponta OCDE

Os salários reais estão agora crescendo na maioria dos países da OCDE, geralmente impulsionados por uma descida da inflação.

Mercado de trabalho segue apresentando forte desempenho, aponta OCDE (Foto: Reprodução/Freepik)

Brasil – Os mercados de trabalho continuaram apresentando um forte desempenho no ano passado. Muitos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registraram níveis de emprego historicamente elevados e níveis baixos de desemprego.

Em relatório, a organização aponta que, ma maioria dos países, o emprego e as taxas melhoraram mais para as mulheres do que para os homens. Em comparativos com os níveis pré-pandemia. Com poucas exceções, as taxas de participação na força de trabalho continuaram aumentando, especialmente entre os adultos mais velhos, aponta a OCDE. No mercado de trabalho a tensão está diminuindo, mas permanece geralmente elevada, avalia.

Salário

Os salários reais estão agora crescendo na maioria dos países da OCDE, geralmente impulsionados por uma descida da inflação. Ainda assim, eles continuam abaixo do nível de 2019 em vários países, aponta. Graças a aumentos nominais significativos na legislação de salários mínimos, os valores estão acima do nível de 2019 em praticamente todos os países da OCDE.

Tanto a qualidade dos rendimentos, que tem em conta o nível e a distribuição dos rendimentos, como a segurança do mercado de trabalho, que explica o papel do seguro-desemprego público na mitigação do custo de ser e permanecer desempregados, melhorou em toda a OCDE entre 2015 e 2022. No entanto, estes dados ainda não incluem o efeito da crise do custo de vida sobre os salários reais, que se materializou especialmente em 2023, pondera. Dados de qualidade do emprego também mostram que, em 2021, cerca de 13% dos trabalhadores sofreram tensão no trabalho (recursos de trabalho insuficientes para enfrentar a procura de emprego) em média.

Em toda a OCDE, cerca de 20% da força de trabalho está empregada em profissões ecológicas – ou seja, profissões que provavelmente serão impactadas positivamente pela transição para emissões líquidas zero. Os empregos ecológicos de alta qualificação geralmente pagam salários mais elevados do que os salários médios, mas os empregos ecológicos de baixa qualificação tendem a ter pior qualidade de trabalho do que outros empregos de baixa qualificação, sugerindo que, atualmente, podem ser uma opção relativamente pouco atrativa para trabalhadores pouco qualificados, alerta.

 

(*) Por Matheus Andrade, especial para a AE (Estadão Conteúdo)

 

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