(Foto: Prefeitura de Itapiranga)
Itapiranga (AM) – Enquanto centenas de famílias enfrentam dificuldades provocadas pela cheia histórica dos rios amazônicos e com o município em estado de emergência, segundo o Governo do Amazonas, a Prefeitura de Itapiranga homologou um contrato milionário com a empresa S. Araújo Monteiro LTDA, no valor de R$ 8.313.543,00, para locação de estruturas como palco, banheiros químicos, telão de LED, tendas, gradis e camarotes.
O contrato, formalizado por meio do Pregão Eletrônico SRP nº 011/2025, foi publicado no Diário Oficial dos Municípios do Amazonas nesta terça-feira (15), assinado pelo prefeito Thiago Gama Lima.
A contratação tem como objetivo suprir “as necessidades da Prefeitura Municipal”, sem detalhamento de quais eventos estão previstos ou da real urgência desses itens diante do contexto atual.
Segundo dados da Receita Federal, a S. Araújo Monteiro LTDA é uma empresa de pequeno porte, aberta em 2023, com sede no município de Iranduba.
A empresa tem como atividade econômica principal o comércio varejista de material de construção e pertence a Silvio Araújo Monteiro e tem capital social avaliado em R$ 1,5 milhão.
Inquérito civil
A decisão do prefeito Thiago Gama Lima de autorizar o contrato com a S. Monteiro ocorre meses após o Ministério Público do Estado (MPAM) instaurar um inquérito civil para apurar irregularidades no Hospital Regional de Itapiranga Miguel Batista de Oliveira.
O inquérito foi instaurado em fevereiro deste ano, após uma inspeção in loco, realizada em 2024, pelo MPAM. Na época, foram detectadas diversas irregularidades nas condições físicas, na manutenção de aparelhos e no fornecimento de medicamentos.
De acordo com o relatório de inspeção do MPAM, foi identificado que a maioria dos condicionadores de ar não funciona, nem passa por limpeza periódica; as paredes apresentam mofo e rachaduras; os colchões dos leitos estão deteriorados; os equipamentos e armários estão enferrujados (problema que agrava o risco de contaminação, visto que a unidade de saúde trabalha com status de média complexidade). Além disso, há falta de cadeiras de rodas e extintores de incêndio, bem como baixa quantidade de macas.
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