(Foto: Divulgação/Dnit)
Manaus (AM) – O Ministério dos Transportes, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), suspendeu a licitação para contratação de empresa especializada que executaria serviços de dragagem no Amazonas.
A medida, que envolve o trecho do rio Solimões entre as cidades de Codajás e Coari, foi publicada na edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial da União (DOU).
A abertura do Pregão Eletrônico para prestação de serviços de dragagem na região atende a uma solicitação do governador Wilson Lima para conter os efeitos da estiagem no estado. A publicação do DOU, entretanto, não justifica o motivo da suspensão.

Decisão sobre dragagem no Amazonas (Foto: Reprodução)
No dia 19 de julho, o governo federal autorizou, por meio da publicação de editais, a contratação dos serviços de dragagens de trechos dos rios Amazonas e Solimões.
Segundo a previsão de especialistas, a expectativa é que, neste ano, a estiagem seja tão severa quanto a de 2023, o que afetaria significativamente a Zona Franca de Manaus.
Dessa maneira, a dragagem, que consiste na limpeza, desobstrução e remoção de material do fundo dos rios, auxiliaria no enfrentamento da seca na região.
Investimentos
Segundo o governo, serão investidos R$ 505 milhões em obras para recuperar a capacidade de navegação dos rios do Amazonas.
A assinatura foi viabilizada pelos ministérios de Portos e Aeroportos, sob o comando de Silvio Costa Filho, e Ministério dos Transportes, comandado por Renan Filho.
Além do trecho Coari-Codajás, o edital prevê a contratação das dragagens de outros três trechos: Manaus-Itacoatiara; Benjamin Constant-Tabatinga; Benjamin Constant-São Paulo de Olivença.
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