A ilustradora Mariza Dias Costa morreu nessa quinta-feira (28), por volta da meia-noite, aos 66 anos. De acordo com o amigo e também ilustrador Orlando Pedroso, ela passou mal enquanto estava na rua e chegou a ser socorrida pelo Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência) e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.

A causa da morte ainda não foi identificada.
Nascida em 1952 na Guatemala, filha de diplomata, seus desenhos estamparam as colunas de Paulo Francis no “Diário da Corte” de 1978 a 1990, e do psicanalista Contardo Calligaris desde 1999, publicada às quintas na Folha de S.Paulo.
Seus trabalhos retratando figuras disformes são considerados inovadores na imprensa brasileira, mesclando o tradicional nanquim ao xerox (apelidado de “MarizaTone” pela ilustradora) para reproduzir texturas de tecidos, guardanapos e outros objetos.
“Ela ia no lixo, pegava as impressões que saíam errado e incluía nos desenhos”, relembra Pedroso. “E desenhava que nem homem, com imagens violentas, olhos saltando e coisas explodindo.”
Apesar de não ter se formado na escola, falava cinco línguas, incluindo árabe, russo e grego, afirma o amigo. O conhecimento refletiu-se no hábito de assinar as ilustrações com símbolos de outros alfabetos.
“Ela foi um divisor de águas em termos de ilustração nos jornais brasileiros”, diz Pedroso, que organizou, em 2013, a retrospectiva “…E Depois a Maluca Sou Eu!”. “Não existe um único ilustrador da geração dos anos 1970 e 1980 que não tenha sido influenciada por ela.”
Mariza deixa dois irmãos, que moram em Los Angeles, e admiradores nos meios jornalístico e da arte. Ainda não há informações em relação às datas e horários do velório e do enterro.
*Informações retiradas da Folhapress





