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Manaus, 18 de julho de 2026
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Manaus, 18 de julho de 2026

Cenário

MPC cobra transparência e monitoramento após incidente em tanque da Innova

A recomendação foi encaminhada à Secretaria de Estado de Defesa Civil, ao Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

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(Foto: Reprodução/Redes sociais)

O Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) recomendou a adoção imediata de medidas de transparência, monitoramento e gestão integrada de riscos no caso do tanque de armazenamento de monômero de estireno da Innova, no Distrito Industrial de Manaus.

A recomendação foi encaminhada à Secretaria de Estado de Defesa Civil, ao Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

O documento, assinado pelo procurador de Contas Ruy Marcelo Alencar de Mendonça, destaca a necessidade de divulgação contínua de informações técnicas sobre a evolução da ocorrência.

Segundo o MPC, o estireno é uma substância inflamável, volátil e tóxica, e o principal risco está na possibilidade de polimerização descontrolada, processo capaz de elevar a temperatura e a pressão no interior do tanque, aumentando o potencial de ruptura, incêndio ou explosão.

Na recomendação, o órgão afirma que a falta de informações técnicas disponibilizadas à população impede uma avaliação independente sobre os riscos ambientais e à saúde pública.

Embora as equipes de emergência realizem o resfriamento do tanque com água há várias horas, o MPC considera indispensável a divulgação de dados que comprovem a estabilidade da estrutura.

Entre as medidas solicitadas estão a publicação periódica de boletins técnicos com informações sobre temperatura e pressão do tanque, o monitoramento atmosférico georreferenciado da concentração de estireno, a apresentação de estudos sobre a dispersão da pluma atmosférica e a avaliação da necessidade de apoio técnico por parte do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

O Ministério Público de Contas fixou prazo de 24 horas para que os órgãos envolvidos apresentem informações detalhadas sobre as ações adotadas, incluindo o plano de contingência em execução e os resultados das medições ambientais realizadas desde o início da ocorrência.

A medida tem como objetivo garantir maior transparência na condução da emergência e assegurar que a população tenha acesso a informações técnicas sobre os riscos decorrentes do incidente.

 

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