Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Cidades

MPF investiga denúncias de problemas em travessia entre Manaus e Careiro da Várzea

Passageiros relatam superlotação em balsas, desrespeito aos horários de travessia e ausência de fiscalização nos portos.

MPF investiga denúncias de problemas em travessia entre Manaus e Careiro da Várzea (AM)

Segundo uma denúncia, as balsas que fazem esse trajeto não estão seguindo os horários corretos e muitas vezes estão superlotadas com veículos e passageiros. (Foto: Reprodução/Antaq)

Manaus (AM) – O Ministério Público Federal (MPF) pediu, em dez dias, explicações de vários órgãos públicos sobre o transporte de pessoas que fazem a travessia entre o Porto da Ceasa, em Manaus, e Careiro da Várzea (AM). Segundo uma denúncia, as balsas que fazem esse trajeto não estão seguindo os horários corretos e muitas vezes estão superlotadas com veículos e passageiros.

Além disso, foi alegado que a Marinha do Brasil e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) não estão fiscalizando adequadamente a segurança e a qualidade dos serviços de transporte.

Outro problema mencionado é a falta de banheiros e áreas adequadas para os usuários esperarem a travessia, o que prejudica o conforto e a higiene.

O MPF também pediu informações à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), à Polícia Rodoviária Federal (PRF), ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e à Secretaria Nacional de Portos e Hidrovias (SNPH). Cada um desses órgãos deve responder de acordo com suas funções.

O grande número de carretas e a falta de balsas estão causando longas filas na BR-319, em Manaus, prejudicando o trânsito e a rotina da população. A falta de planejamento do transporte está afetando a entrega de mercadorias e causando problemas econômicos para transportadoras e motoristas, que relatam longas esperas e dificuldades para cumprir seus horários.

Motoristas podem levar até cinco dias para atravessar, enfrentando condições precárias de higiene e sem acesso a alimentação e banheiros.

Diante dessa situação, o MPF pediu:

  1. Relatórios de fiscalização e cronogramas dos portos em 2023, 2024 e previstos para 2025.
  2. Cópias dos contratos de concessão dos serviços de travessia e informações sobre quem os fiscaliza.
  3. Dados sobre a capacidade das balsas, quantas estão em operação e com que frequência fazem a travessia.
  4. Informações sobre como a estiagem afeta a travessia.
  5. Medidas adotadas para melhorar o transporte na região.
  6. Condições de higiene e abrigo para caminhoneiros que esperam na BR-319.
  7. Medidas de segurança e organização do trânsito na rodovia durante períodos de grande movimento.
  8. Relatórios de ocorrências, acidentes ou infrações relacionadas ao transporte nas balsas nos últimos dois anos.
  9. Informações sobre como as pessoas e veículos são organizados nas balsas e como as tarifas se relacionam aos serviços prestados.

O MPF também pediu ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) informações sobre uma investigação sobre os problemas de travessia na BR-319.

O MPF lembrou que, segundo a Lei nº 8.987/95, “toda concessão ou permissão deve oferecer um serviço adequado aos usuários”. Isso significa que o serviço deve ser regular, contínuo, seguro e de boa qualidade, entre outras condições.

O procurador da República, Thiago Coelho Sacchetto, ressaltou que, conforme a Lei nº 13.460/2017, os usuários têm direito a um serviço adequado, que deve ser prestado com respeito, acessibilidade e cortesia. O atendimento deve seguir a ordem de chegada e dar prioridade a pessoas com deficiência, idosos, gestantes e crianças. Além disso, os prazos e normas devem ser cumpridos, e as instalações devem ser mantidas em boas condições.

(*) Com informações da assessoria

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