(Foto: Maiara Ribeiro/Portal AM1)
Manaus (AM) – A cidade de Manaus receberá novas ações de arborização neste ano. A Prefeitura de Manaus apresentará, nesta segunda-feira (13), o planejamento das atividades que integram o Programa Municipal de Arborização e Conservação Florestal Manaus Verde.
Os detalhes serão divulgados pelo prefeito interino Renato Junior (Avante) durante uma coletiva de imprensa marcada para esta segunda-feira (13).
Segundo a prefeitura, por meio do programa “Manaus Verde”, a cobertura vegetal da capital tem sido ampliada com o plantio de árvores em áreas públicas e a distribuição gratuita de mudas para a população. Em 2024, foram plantadas 5.750 mudas de árvores na cidade.
No mesmo ano, o Centro de Produção de Mudas da Prefeitura, mantido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudanças do Clima (Semmasclima), atingiu a marca de 122 mil mudas produzidas.
A restauração de espaços públicos pode estar relacionada a vários incêndios registrados em áreas verdes em 2024, alguns dos quais tiveram os responsáveis identificados. Não há informações se os autores foram multados ou presos.
Menos arborizada
Situada no meio da floresta amazônica, Manaus foi considerada a segunda capital do país menos arborizada em 2024. Segundo o censo IBGE 2010, a capital do Amazonas tem 25,1% de cobertura vegetal nas áreas urbanas, ou seja, apenas um domicílio, em cada quatro, possui uma árvore plantada em seu entorno.
A capital amazonense só perde para a capital paraense, Belém, onde será realizada a COP30 em novembro deste ano.
Para a diretora de Arborização e Paisagismo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), Rosimeire Bianco da Costa, a desocupação desordenada de Manaus contribuiu para a falta de arborização na cidade.
Focos de incêndio
Os focos de incêndio em todo o Amazonas, de acordo com um levantamento em setembro de 2024, realizado pela Secretaria de Meio Ambiente, liderada por Eduardo Taveira, revelou que 73% dos focos de queimadas no estado são em áreas do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e glebas federais não destinadas.
Os dados chamaram a atenção do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU), que se manifestasse em 30 dias sobre o problema ambiental.
Enquanto isso, Manaus e diversas cidades do interior enfrentaram quase cinco meses de fumaça e queimadas, o que levou ao aumento de casos de doenças respiratórias em 2024.
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