Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cenário

Omar Aziz critica Netanyahu e Trump sobre conflito em Gaza

Parlamentar critica política de Israel e inércia internacional no conflito. "Você não pode exterminar uma população toda por causa de um grupo terrorista", disse o parlamentar.

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(Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Manaus (AM) – O senador Omar Aziz (PSD), filho de pai palestino, afirmou que a existência do grupo Hamas não justifica o extermínio de uma população inteira. Em entrevista à Folha de S.Paulo, disse que se espanta com a conivência da comunidade internacional diante das ações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

“Nada que o Hamas fez é de aplaudir. O Hamas é um grupo terrorista, mas você não pode exterminar uma população toda por causa de um grupo terrorista”, declarou Omar Aziz.

Críticas à comunidade internacional

O parlamentar criticou a inércia de diversos países, que, segundo ele, “cruzam os braços” e continuam enviando armamentos para Israel.

“Eles não se penalizam com criança morrendo de fome em pleno século XXI”, afirmou.

Para Omar Aziz, o discurso e a postura de Netanyahu revelam a intenção de manter o conflito.

“Ele diz: ‘Eu vou ocupar e acabou. Tenho poderio e acabou’. E o mundo ainda cruza os braços, ainda manda armamento toda hora. Eles não se penalizam com criança morrendo de fome em pleno século XXI”, disse.

Embora condene as ações do Hamas, Omar Aziz considera injustificável o que classifica como “extermínio” de uma população em razão de um grupo armado. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, desde o início da guerra, pelo menos 61 mil palestinos morreram.

Avanço do conflito

No domingo (10), cinco jornalistas da rede Al Jazeera foram mortos em um ataque israelense na Faixa de Gaza. A emissora, sediada no Catar, confirmou que os repórteres estavam em uma tenda próxima ao Hospital Al-Shifa. Um sexto jornalista, que atuava como freelancer, também morreu.

No mesmo dia, Netanyahu declarou esperar concluir rapidamente uma nova ofensiva no território, enquanto o Conselho de Segurança da ONU recebeu novos apelos para encerrar o sofrimento no enclave palestino. Na sexta-feira (8), o gabinete de segurança de Israel aprovou um plano, criticado internacionalmente, para assumir o controle da cidade de Gaza. O primeiro-ministro afirmou que não tem alternativa senão “concluir o trabalho” e derrotar o Hamas para libertar os reféns israelenses.

O Hamas, por sua vez, afirmou que não se desarmará enquanto não for criado um Estado palestino independente.

Referências a Trump e Bolsonaro

Além das críticas a Netanyahu, Omar Aziz também mencionou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele disse que o republicano chegou a impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros por causa de uma decisão atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas, diante do atual conflito, mantém-se inerte.

“Enquanto isso, ele [Trump] está lá de braço cruzado, vendo o povo sendo massacrado, humilhado e extinto. Então é esse o mundo em que nós estamos vivendo”, declarou Aziz.

 

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