(Foto: Paulo Andrade/ Arquivo pessoal)
Manaus (AM) – Omar Aziz (PSD) afirmou que, caso seja eleito para comandar o Amazonas, pretende transformar políticas públicas consideradas importantes em programas permanentes, independentemente de quem esteja no comando do Estado. A declaração foi feita na última terça-feira (6), durante entrevista ao programa Povo na TV, da TV Norte.
“Nós temos um programa de Estado, não um projeto de governo. Programa de Estado é aquele que não sofre solução de continuidade, vai continuar”, afirmou.
O discurso coloca a continuidade administrativa como uma das bandeiras de Omar para o segundo turno. Segundo o candidato, programas que apresentam resultados não deveriam ser encerrados apenas porque foram criados por uma gestão anterior.
“Você não precisa ter um egoísmo de dizer que foi você que fez. Você precisa ter espírito público”, declarou.
A fala também alcança uma questão recorrente na política: a descontinuidade de políticas públicas a cada mudança de governo. Para Omar, uma nova administração deve aperfeiçoar aquilo que funciona em vez de simplesmente substituir ações anteriores.
O candidato citou programas sociais como exemplo e afirmou que pretende manter e aperfeiçoar o auxílio estadual destinado às famílias amazonenses.
A mesma lógica, segundo ele, deverá orientar outras áreas da administração pública, com decisões baseadas na continuidade de políticas consideradas eficientes.
Discurso de continuidade
A defesa de “programas de Estado” ganha espaço justamente no início do segundo turno, quando Omar tenta ampliar sua base política para além dos grupos que o apoiaram na primeira etapa da eleição.
Na mesma entrevista, o candidato afirmou que pretende conversar com lideranças municipais que não estiveram em seu palanque no primeiro turno. Para ele, a construção de alianças passa pela soma de diferentes forças políticas.
“Alguns que não me apoiaram nesse primeiro turno já conversaram comigo, então todos estão dispostos a sentar e conversar. A política é você somar”, disse.
Omar também afirmou que pretende ouvir prefeitos e lideranças do interior para incorporar novas demandas ao plano de governo.
A estratégia, portanto, combina ampliação de alianças com a promessa de continuidade administrativa. A cobrança para o candidato, caso avance ao governo, será transformar o discurso de “programa de Estado” em critérios objetivos sobre quais políticas serão mantidas, quais serão modificadas e quais resultados serão usados para justificar essas escolhas.
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