Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

Operação resgata jacarés e preguiça explorados em turismo ilegal no Amazonas

Quatro pessoas foram presas por maus-tratos e exploração ilegal de animais silvestres em Iranduba.

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(Fotos: Beatriz Sampaio/PC-AM)

Iranduba (AM) – A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, neste sábado (9), a Operação Anhangá 2, que resultou na prisão em flagrante de quatro pessoas por exploração ilegal e maus-tratos a animais silvestres no lago do Janauari, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.

Durante a ação, foram resgatados dois jacarés e uma preguiça que, segundo as investigações, eram utilizados irregularmente em atividades turísticas.

A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente e Urbanismo em conjunto com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas.

De acordo com o delegado Guilherme Antoniazzi, os animais estavam sendo explorados economicamente em uma aldeia indígena da região do Janauari.

Segundo a polícia, os suspeitos cobravam valores de turistas para permitir fotos com os animais e há suspeita de que eles fossem dopados para facilitar a interação.

“Também encontramos cordas utilizadas para amarrar os animais e cativeiros em condições inadequadas”, afirmou o delegado Renato Matta.

Após o resgate, os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, localizado na zona sul de Manaus.

A fiscalização também identificou indícios de maus-tratos e manutenção irregular dos animais em pequenas jaulas dentro da comunidade.

Segundo o Ipaam, a prática de exploração turística com animais silvestres já vinha sendo monitorada há anos na região.

Operação aplicou multas e realizou prisões

As multas aplicadas aos infratores somaram R$ 10,5 mil.

Os quatro suspeitos foram autuados por maus-tratos a animais, guarda ilegal de espécies silvestres e associação criminosa. Eles passarão por audiência de custódia e ficarão à disposição da Justiça.

A ação contou ainda com apoio da Core-AM, DIPC, Delegacia Fluvial, Ibama, Instituto de Criminalística e Amazonastur.

(*) Com informações da assessoria

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