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Pandemia pode impulsionar contratação de seguro ‘liga e desliga’

Modelo personalizável ganha apelo entre consumidores; preço competitivo é relativo
• Publicado em 10 de maio de 2021 – 11:17

SÃO PAULO, SP – A pandemia impulsionou o lançamento de seguro sob demanda. A modalidade, também conhecida como “pay per use” ou “liga e desliga”, existe desde 2019, quando a Susep (Superintendência de Seguros Privados) publicou circular permitindo a comercialização de seguros com duração reduzida e por um período intermitente.

“O seu carro não vai bater se estiver parado, que é o que tem acontecido com grande parte das pessoas no cenário que estamos vivendo. E o próprio mercado começou a enxergar que coberturas mais flexíveis podem ser mais adequadas ao dia a dia”, disse o presidente da Thinkseg, André Grigori.

As principais ofertas desse tipo de cobertura são para automóveis, mas a expectativa é que o segmento cresça para seguros residenciais, de saúde e até de bicicletas e skates.

Há dois formatos principais de seguros liga e desliga. No primeiro, mais comum, o cliente paga assinatura mensal e um valor variável de acordo com a utilização. No segundo, não há mensalidade; paga-se pela cobertura só durante o tempo de uso do bem, calculado via aplicativo de celular.

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Na semana passada, a Susep colocou em consulta pública proposta de circular que flexibiliza e simplifica seguros de automóveis, como a possibilidade de contratação mesmo por quem não tem carro próprio –motoristas de apps, por exemplo– e de combinar e acionar coberturas conforme a conveniência do cliente.

“Muitas pessoas com carros mais antigos, por exemplo, não conseguem seguros tradicionais por conta do risco que apresentam. Produtos personalizáveis e específicos podem acabar englobando esse consumidor”, afirmou Marcos Centin Dornelles, presidente da Youse Seguros.

O liga e desliga, no entanto, ainda tem baixa adesão. O presidente da corretora Minuto Seguros, Marcelo Blay, conta que clientes ainda têm dúvidas quanto a coleta de dados e informações por parte da seguradora –é preciso instalar um rastreador no veículo para calcular a quilometragem usada e o custo do seguro.

Blay pontua que questões relacionadas a roubo de celulares enquanto o aplicativo estava ligado, falhas de internet ou questões simples como esquecer de desativar o produto precisam ser resolvidas.

 

(*) Com informações da Folhapress 

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