(Foto: Divulgação)
Manaus (AM) – A contenção do avanço da extrema direita é o eixo central da estratégia política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições deste ano. Mesmo fragmentado, o campo bolsonarista segue, segundo aliados do governo, mobilizando discursos de ódio e desinformação, o que levou o Palácio do Planalto a apostar em alianças amplas nos estados como forma de proteger a democracia e fortalecer a base governista.
A secretária nacional de Finanças e Planejamento do PT, Gleide Andrade, afirma que o adversário político em 2026 vai além da disputa eleitoral.
“Trata-se de uma disputa de valores e de projeto de país. Defender a democracia significa reafirmar o debate público, a pluralidade de ideias e a política baseada em propostas, e não na eliminação simbólica do adversário”, declarou.
Nesse contexto, Lula já definiu uma estratégia clara para as alianças estaduais. Onde o PT não dispõe de candidaturas competitivas, o apoio será direcionado a partidos de centro e centro-esquerda, como PSD e MDB, com o objetivo de evitar a fragmentação do campo governista e isolar as forças bolsonaristas.
Um dos principais exemplos é o Amazonas, onde o governo federal deve apoiar a candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao governo do estado. De acordo com apuração da CNN, a avaliação no Planalto é de que disputas entre PT, PSB e PSD poderiam abrir espaço para a direita, comprometendo o desempenho eleitoral e a futura correlação de forças no Congresso Nacional.
Articulações regionais
As negociações também avançam em estados como Acre, Rondônia e Roraima, onde os nomes cotados para disputar os governos pertencem ao MDB ou ao PSD. A orientação do Planalto é priorizar a unidade política, mesmo que isso signifique abrir mão de candidaturas próprias do PT.
Em Minas Gerais, Lula tem defendido uma candidatura única ao governo estadual, com nomes como o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco ou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ambos do PSD. No Rio de Janeiro, o presidente já antecipou apoio ao prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD).
A estratégia reflete a aposta do governo em uma frente política ampla para enfrentar a extrema direita, garantir governabilidade e reforçar a defesa das instituições democráticas nos próximos anos.
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