Manaus, 7 de julho de 2026
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Cidades

Para manauaras, Dia da Mulher é importante, mas falta valorização real, aponta pesquisa

Levantamento do Instituto Action mostra que maioria considera a data importante, mas percebe poucas ações concretas de valorização.

(Foto: Freepik)

Manaus (AM) – Pesquisa divulgada neste domingo (8) pelo Instituto Action Pesquisas aponta que apenas 29,1% dos entrevistados acreditam que o Dia Internacional da Mulher é valorizado de forma concreta, com ações efetivas na sociedade. O levantamento revela que, embora a data seja amplamente reconhecida como importante, muitos manauaras avaliam que a valorização ainda ocorre de maneira limitada ou apenas simbólica.

De acordo com os dados, 91% dos entrevistados consideram importante celebrar o Dia Internacional da Mulher, sendo 52,3% que classificam a data como “muito importante” e 38,7% como “importante”. Apesar desse consenso, a percepção sobre a valorização prática é diferente: 21,1% acreditam que há reconhecimento apenas por meio de gestos simbólicos, enquanto 25,4% avaliam que a data é pouco valorizada e 24,4% afirmam que ela simplesmente não é valorizada. Na prática, o resultado indica que quase metade da população percebe baixa ou nenhuma valorização real da data.

O estudo revela um paradoxo: mesmo com forte reconhecimento social da importância do 8 de março, muitos entrevistados acreditam que a sociedade ainda não transforma essa importância em atitudes concretas. Para parte significativa da população, ainda existe espaço para que o Dia Internacional da Mulher seja acompanhado por ações mais efetivas de reconhecimento, respeito e promoção da igualdade de gênero.

A pesquisa ouviu 848 pessoas com idade acima de 16 anos entre os dias 4 e 6 de março de 2026, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A amostra contou com 57,2% de mulheres e 42,8% de homens. Em relação à idade, 35,6% tinham entre 35 e 49 anos, 32,9% entre 18 e 34 anos e 31,5% possuíam 50 anos ou mais. A maioria dos entrevistados possui ensino médio (60,8%), renda de até dois salários mínimos (45,9%) e declarou ser casada ou viver em união estável (55,9%).

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