Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
BRASÍLIA, DF – A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tiveram seus sistemas internos de dados derrubados em um ataque cibernético. O caso aconteceu no dia 10 de dezembro, e na investida, dados de policiais com dívida ativa junto à União foram apagados. Equipes de segurança interna do governo também acreditam que informações de condutores cadastrados em bancos de dados foram apagadas.
O ataque veio à tona na sexta-feira (17), em meio às investigações sobre outro ataque cibernético que derrubou o site do Ministério da Saúde, e que também tentou derrubar dados de outros órgãos federais. Os sistemas ainda permanecem fora do ar, e os dados ainda não foram recuperados.
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“Saiu na mídia que os dados não foram afetados. Mas percebemos que muita coisa foi excluída. Existe a expectativa de que tudo volte hoje à tarde, mas ainda não se sabe se o que foi perdido será recuperado”, diz uma fonte anônima que integra a área policial.
Impacto nacional
O problema relatado impacta no cotidiano administrativo da PF e da PRF em todo o país. Com os sistemas fora do ar, servidores da área administrativa ficam impedidos de levantar, por exemplo, informações para direcionar ações, investigações e fiscalizações de entradas e pessoas em todo o país.
O problema também tirou do ar o Sistema Eletrônico de Informações do governo federal. Segundo as investigações, a suspeita é de que o ataque seria do tipo ransomware, onde os criminosos sequestram informações do sistema interno das corporações. Os dados roubados estariam em duas redes de servidores.
As investigações não chegaram aos autores das ações e nem identificaram a localização dos hackers. A suspeita, no entanto, é de que o crime tenha partido de algum servidor que atua no governo e que teria acesso privilegiado aos sistemas, facilitando a exclusão de informações e comprometimento do sistema.
(*) Com informações do R7.
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