(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Manaus (AM) – O senador Eduardo Braga (MDB) foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento em crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20) pelo colunista Aguirre Talento, do UOL.
Além de Braga, os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) também foram indiciados sob a acusação de envolvimento em um esquema de propinas.
Eles teriam favorecido o grupo empresarial Hypermarcas, atualmente Hypera Pharma, do setor farmacêutico, em trocas de pagamentos ilícitos, utilizando sua influência no Congresso Nacional para promover os interesses da empresa.
Eduardo Braga
Trata-se de ilações esdrúxulas sem amparo nos elementos constantes do próprio inquérito. Há evidências claríssimas de que o parlamentar não manteve contato com o delator, que, além de mudar sua versão 4 anos depois, baseia suas declarações em mero “ouvir dizer”. Não tenho dúvidas de que inquérito será arquivado. Triste, porém, é ver mais um episódio de vazamento ilegal.
– Fabiano Silveira (Advogado do senador Eduardo Braga)
Romero Jucá
A defesa de Romero Jucá repudia e repele o indiciamento recente no inquérito instaurado com base única e exclusivamente na delação premiada do executivo do grupo Hypermarcas.
O ex-senador Jucá colaborou de forma efetiva com a investigação, prestando os esclarecimentos devidos e colocando-se sempre à disposição da autoridade policial. Conquanto o inquérito esteja baseado apenas na palavra anômala e perniciosa do delator, optou a autoridade policial por indiciá-lo.
Lamentavelmente, esse inquérito nada mais é que uma tentativa de criminalizar a política, pois é da natureza da função parlamentar a conexão com setores da sociedade, com empresários e grupos econômicos. Além do mais, contribuições legítimas para campanha política, dentro das regras eleitorais, com aprovação das prestações de contas do partido político pela justiça eleitoral, jamais podem ser consideradas como contrapartida de suposto ato de corrupção. Não há nos autos qualquer indício que possa, sequer em passant, apontar nexo causal entre a atuação legítima do ex-senador Romero Jucá e a doação de campanha por parte do delator.
A defesa de Romero Jucá confia na sua inocência e repudia as perniciosas palavras do delator que, sem nenhum crédito e despidas de qualquer indício, tenta criminalizar o brilhante legado que o ex-senador deixou na política brasileira.
Antônio Carlos de Almeida Castro, Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane Carvalho, Álvaro Chaves, Ananda Almeida
Hypera Pharma
A Hypera Pharma reforça que finalizou em 2020 apurações internas sobre irregularidades ocorridas entre 2013 e 2015. O assunto foi concluído mediante a celebração de acordo de leniência em 2022.
Assessoria de Imprensa – Hypera Pharma
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