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Polícia desarticula grupo criminoso que aplicava golpe no OLX em Manaus

As pessoas presas integravam uma organização criminosa especializada em vender terrenos em site de compra e venda na capital


Uma organização criminosa formada por doze pessoas foi desarticulada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) ao longo de quarta-feira (20), durante a operação “Orbis”, em bairros distintos de Manaus. A ação foi deflagrada por policiais civis da 5ª Seccional Centro-Sul e 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

12 pessoas foram presas durante operação em Manaus (Divulgação)

Foram presos Aládio Magalhães da Silva, 61, conhecido como “Velinho”; Aldo César da Costa Almeida, 43; Andreia Souza Araújo, 23; Antônio Gilmar Leão Delgado, 54; Débora Ferreira da Silva, 35; Fábio Júnior de Souza Lima, 30, apontado como líder da quadrilha; Giguilane Fernandes Ribeiro, 30, conhecida como “Rebeca”; Janaína de Souza Barão, 30; Maria Neuda de Souza Lima, 41; Oyama Benaion Batista de Souza, 53; Rafaela Batista Guerreiro, 30, e Sandra Zelia de Jesus de Souza Lima, 43.

O delegado titular da 5ª Seccional Centro-Sul, Rafael Allemand, disse que as 12 pessoas integram uma organização criminosa especializada em vender terrenos em site de compra e venda. Segundo as investigações, dez pessoas foram vítimas do grupo. As investigações em entorno do caso iniciaram após uma das vítimas, um militar de 43 anos, denunciar o golpe na unidade policial situada na avenida Professor Nilton Lins, no bairro Flores, na Zona Centro-Sul da capital.

“Eles procuravam terrenos desocupados e anunciavam no site OLX com valor abaixo do mercado. Para concluir o negócio, as vítimas eram orientadas a realizarem o pagamento à vista”, disse delegado Rafael Allemad.

De acordo com o delegado titular do 12º DIP, Raul Augusto Neto, Fábio é o líder do grupo e era quem determinava as funções de cada integrante. No esquema, as mulheres tinham como função negociar o pagamento e depois entregar os documentos falsos no cartório.

“Com preço atrativo, a pessoa interessada entrava em contato para concluir as negociações. As mulheres recebiam o pagamento à vista e depois entregavam os documentos falsos. Com a documentação autenticada, o comprador iniciava a limpeza do terreno para a construção da casa, mas logo o proprietário aparecia e a vítima percebia ter caído em um golpe”, destacou o delegado Raul Augusto Neto.

Entre as vítimas está o militar Renato Alves, 43. Ele pagou R$ 50 mil pela aquisição de um terreno localizado no conjunto Águas Claras, no bairro Novo Aleixo, na Zona Norte da capital.

“Tudo parecia perfeito. Foi um golpe que eu espero não cair mais. Peço que as pessoas que foram vítimas venham até a delegacia mesmo que tenham ficado no prejuízo”, comentou Renato Alves.

Os integrantes do grupo foram indiciados por estelionato, organização criminosa, falsificação de documentos públicos e uso de documento falso. Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial, as mulheres serão encaminhadas para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), enquanto os homens ficarão à disposição da Justiça no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).

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