Fotos: Divulgação/Aleam/Redes sociais
Manaus (AM) – O número de policiais civis e militares eleitos por mandatos no Amazonas tem crescido nos últimos anos. Com um discurso de buscar melhorias na segurança em suas campanhas, alguns deles ‘emperram’ quando o assunto é criticar o governo estadual. Isso porque as alianças políticas, muitas das vezes, não permitem.
Na Assembleia Legislativa, isso pode ser visto com mais clareza, onde dois policiais militares, Cabo Maciel e Dan Câmara, e dois policiais Civis, delegado Péricles e Alessandra Campelo, buscam pautas específicas para evitar conflitos com o governador Wilson Lima.
Na Câmara Federal, Capitão Alberto Neto tem focado em um discurso antipetismo. Embora distantes nas eleições de 2024 ao concorrer para a Prefeitura de Manaus, Alberto Neto sempre foi aliado do governador Wilson Lima.
Já na Câmara Municipal, agora, o número de vereadores policiais aumentou ainda mais: juntaram-se a Capitão Carpê, Coronel Rosses e Sargentos Salazar. Carpê, embora seja oposição declarada a gestão David Almeida, nunca teceu críticas ao governo do Amazonas. Já Coronel Rosses e Salazar ainda devem mostrar seus trabalhos, mas ao que tudo indica, focarão, principalmente, no antipetismo e oposição a David Almeida.
Sem ações
Recentemente, a Secretaria de Segurança Pública mobilizou mais de 300 policiais, em uma operação de choque de ordem, em uma área de intenso comércio de drogas, no Centro de Manaus. Um problema que já se arrasta há meses, ou até anos, mas que passa despercebido ou é, de fato, ignorado pelos parlamentares na Aleam e na CMM.
Outro tema que tem repercutido na mídia, recentemente, é a máfia dos flanelinhas. Nenhum dos vereadores da área de Segurança fez linha de frente no combate. O mesmo acontece na Aleam. Nenhuma das casas do Legislativo estadual e municipal adota medidas para coibir a prática de extorsão realizada por flanelinhas contra motoristas e motociclistas em Manaus.
Além desses problemas que já se arrastam há um bom tempo e continuam sem soluções por parte do poder público, há também a situação do efetivo das forças de segurança do estado. Aprovados no último certame cobram convocação e nomeação, mas o Estado não avança nas tratativas. Enquanto isso, os deputados eleitos com a bandeira da segurança priorizam pautas de alcance nacional, como a inelegibilidade do ex-presidente Bolsonaro.
LEIA MAIS:
- Governo edita decreto para disciplinar uso da força em ações policiais
- A insensibilidade política e a falta de ação diante das áreas de risco





