Josué Neto aponta 'monopólio' da Cigás como fator de saída da Petrobras do AM

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12 de julho de 2020
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Josué Neto aponta ‘monopólio’ da Cigás como fator de saída da Petrobras do AM

"Dizer que a saída da Petrobras do Amazonas não tem relação com a necessidade de abrir o mercado de gás é demasiadamente ignorância ou irresponsabilidade", afirma o presidente da ALE-AM

Josué Neto aponta ‘monopólio’ da Cigás como fator de saída da Petrobras do AM
Presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Josué Neto. Foto: Alberto César Araújo/Aleam.

“Dizer que a saída da Petrobras do Amazonas não tem relação com a necessidade de abrir o mercado de gás é demasiadamente ignorância ou irresponsabilidade”. A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), deputado Josué Neto (PRTB), sobre a notícia da Petrobras colocar à venda toda a reserva petrolífera da bacia de Urucu, no Estado.

Leia mais: Petrobras coloca a venda concessões de produção de petróleo e gás no Amazonas

Para o parlamentar que já apresentou projeto que viabiliza a exploração do gás natural no Amazonas, não existe “coincidência” com a interrupção dos trabalhos da estatal na bacia do rio Solimões. Para ele, a Petrobras não aguentava mais a relação com a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) e por isso antecipou saída do Amazonas.

Na publicação feita em suas redes sociais, Josué aproveitou para cutuar o vice-governador, Carlos Almeida (PTB) ao atribuir a ele “erro” ao informar que “com a nova lei do gás, o Amazonas vai perder R$ 500 milhões ao ano” como outro fator de “coincidência” inexistente.

Leia mais: Parlamentares do AM divergem sobre venda dos campos de petróleo e gás da Petrobras

“Essa afirmação contradiz a mais respeitada fundação brasileira na área econômica que é a Fundação Getúlio Vargas que em seus estudos diz: ‘a abertura do mercado do gás vai gerar em 10 anos, 36 mil novos empregos e investimentos na ordem de R$ 3 trilhões de reais’. Quem esta correto? O vice ou a FGV”, escreveu o presidente da ALEAM.

Josué Neto também pediu o fim do ‘monopólio’ da Cigás e defendeu a abertura do livre mercado para atrair novas empresas e investimentos para o Estado.

Leia mais: Arthur diz que é preciso diálogo para evitar a saída da Petrobras do Amazonas

“A isenção tributaria não garante uma nova empresa investidora porque a solução não é a isenção. O problema é o monopólio da Cigás! Produzir gás e ter que repassar para ela é prejuízo na certa. Qual empresa quer ter prejuízo? nenhuma. Então nenhum investirá no Amazonas”, diz em outro trecho do texto publicado neste domingo, 28.

Nele, o parlamentar pediu, ainda, que a Comissão Especial de Estudos criada pelo governador Wilson Lima (PSC) envie com urgência à Casa Legislativa o Projeto de Lei 153/2020, que abre o mercado de gás natural no Amazonas.

Leia mais: ‘‘A preocupação é que não haja descontinuidade da exploração em Urucu’, diz Wilson Lima

Veto

No inicio de maio, Wilson Lima vetou totalmente o PL de autoria de Josué Neto, aprovado pela maioria dos deputados estaduais e criou a comissão para revisar a legislação e a política estadual de energia. O grupo tem a missão de elaborar um projeto que será encaminhado a Assembleia Legislativa, após realização de audiência pública.

Confira publicação na íntegra

Amazonas1 TV

Publicado por Amazonas1

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