Lideranças do PT no AM dizem que procurador está perseguindo o partido
27 de outubro de 2020
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Petistas do AM criticam parecer de procurador para cancelar o partido

Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) aceitou o processo que pede o cancelamento do registro do Partido dos Trabalhadores (PT)

Petistas do AM criticam parecer de procurador para cancelar o partido
Partido dos Trabalhadores inicia o processo de escolha dos dirigentes da sigla no âmbito municipal, estadual e nacional. (Foto: reprodução da Internet)

Após a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) aceitar o processo que pede o cancelamento do registro do Partido dos Trabalhadores (PT), com alegação de que “no curso da operação Lava Jato restou demonstrado que o PT recebeu recursos de origem estrangeira”, os parlamentares do Amazonas ligados a legenda reagiram afirmando que a denúncia não teria nenhum fundamento jurídico e que se trata de perseguição.

O vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Goés, foi quem deu o parecer pela admissibilidade do cancelamento, no mês passado.

 

Partido agiu

 

Ao Amazonas 1, o deputado federal José Ricardo (PT/AM), afirmou que Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores, através da assessoria jurídica, já descartou qualquer denúncia contra a legenda.

“Não tem nenhum fundamento jurídico, sem provas e documentos consistentes. Na verdade o PT continua sendo muito bem avaliado entre os partidos no cenário nacional. É o partido que mais apresenta projetos nesse momento da pandemia do coronavírus para as empresas e trabalhadores”, defendeu o parlamentar.

Na avaliação do petista que é pré-candidato à Prefeitura de Manaus, a intenção do caso seria apenas para denegrir a imagem da legenda.

“O PT sempre incomodou e vai continuar incomodando, essa é a razão onde ainda tem algum setores que tentam denegrir a imagem, perseguir e prejudicar o Partido dos Trabalhadores. Mas vamos participar firmes nas eleições, assim que elas forem confirmadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e portanto, levar propostas para melhorar a vida da população de Manaus e do Brasil”, completou José Ricardo. 

 

Sinésio está tranquilo

 

A frente do Diretório Estadual do PT no Amazonas, o deputado estadual Sinésio Campos explicou que o parecer refere-se ao início da discussão sobre a extinção ou não do partido.

“Foi apenas dado o parecer pela admissibilidade do cancelamento, ou seja,  será iniciado um amplo debate sobre o caso, mas já sabemos que todas as denúncias caíram por terra”, disse o petista acrescentando que recebeu com estranheza a notícia e reforçou tratar de perseguição.

“Isso tem um cunho político já que a pauta do país é outra devido a situação da pandemia. Devíamos focar em ações para ajudar a população e não nessa neura ideológica partidária. É bom lembrar que o PT tem décadas com raízes fortes e essa situação fez o efeito inverso”, afirmou Sinésio Campos, que  também pré-candidato ao cargo majoritário da capital. 

 

Arbitrário

 

Atualmente único vereador do PT na Câmara Municipal de Manaus (CMM), Sassá da Construção é outro que também acredita que a denúncia seja arbitrária e política, sem amparo em fatos.

“Se caso houvesse culpado, ele seria julgado e não o partido, que deve sim continuar seu trabalho em favor da população e da democracia, como tem feito o PT nesses anos todos”, destacou o político.

Sassá é o terceiro nome na lista dos pré-candidatos à Prefeitura de Manaus pela legenda nas eleições 2020.

Já em uma nota divulgada na imprensa nacional assinada pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ela classificou a admissibilidade do pedido pela Procuradoria Eleitoral como “ultrajante e fantasiosa”.

Ela diz, ainda, que somente durante ditaduras partidos foram cassados no Brasil.

“Na história da República, somente em períodos de arbítrio, como nos anos 40 e 60, em que ditaduras calaram a voz de opositores, partidos políticos tiveram seus registros cassados, a exemplo do Partido Comunista do Brasil”, diz um trecho da nota.

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