Manaus, 6 de julho de 2026
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Manaus, 6 de julho de 2026

Cidades

População reclama da falta de medicamentos e fraldas na Central de Medicamentos do Amazonas

Os moradores de Manaus relatam esperar até dois meses para conseguir itens básicos e apontam responsabilidade do governo estadual pelo desabastecimento.

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(Foto: Dell Lima/Portal AM1)

Manaus (AM) – A população que depende da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), localizada na Avenida Duque de Caxias, no bairro Praça 14 de Janeiro, em Manaus, denuncia a falta constante de medicamentos e fraldas na unidade. Usuários relatam que há meses enfrentam dificuldades para conseguir produtos essenciais, o que tem gerado gastos extras e preocupação entre famílias que cuidam de pessoas com deficiência, idosos e pacientes crônicos.

Ao Portal AM1, a cuidadora Maria Silva, que acompanha uma pessoa com necessidades especiais, afirma que a falta dos itens é recorrente e obriga os familiares a arcarem com as despesas.

“Tem meses que tem fralda e tem meses que não tem. Quando a gente vem procurar, às vezes não tem. Às vezes passa de dois meses, aí a gente tem que comprar. Tem que tirar do bolso. Assim funciona a medicação também aqui, né? Tem vezes que as pessoas, por exemplo, de coração, passam de dois meses sem o remédio, e têm que dar um jeito de comprar, porque aqui não tem. Os funcionários dizem que a culpa não é deles, e sim do governo, que não repassa as verbas para comprar os materiais”, relatou.

Segundo ela, o problema não se limita à Cema.

“Isso não é só aqui. Se for nos hospitais também não tem medicação, nem fralda. Eu sei porque tenho uma pessoa acamada, e se depender de fralda no hospital, não tem. Se precisar de medicação, é a mesma coisa”, disse.

A autônoma Mariana Marques conta que há pelo menos um mês tenta conseguir fraldas para um familiar e não tem sucesso.

“Tá em falta. Eu venho há praticamente um mês atrás procurando fraldas, e toda vez que venho, nunca tem. Só encontram no tamanho XG, mas não dão no lugar da G. Eu tenho que vir quase todo dia pra ver se chegou, e sempre dizem que está pra chegar. Hoje mesmo me informaram que só vai ter a partir do dia 15. Aí fica difícil pra quem precisa, né? Pra quem depende dessas fraldas, que tem essa necessidade. Fica complicado, porque a gente não tem de onde tirar”, desabafou.

O vigilante Cássio Rafael também relata problemas com a falta de medicamentos.

“Já aconteceu de eu vir pegar medicamento pra minha mãe, que tem asma e deficiência pulmonar, e não tinha. Nem sabiam quando ia chegar. Ela teve que comprar, e é remédio caro. Conversei com a diretoria e disseram que o governo ainda não tinha mandado a verba pra comprar. Aí ficou por isso mesmo”, relatou.

A dona de casa Alcileide Silva diz que a avó dela está há quase dois meses sem conseguir fraldas pela unidade.

“Faz muito tempo que não tem. Minha avó já tá com quase dois meses que não pega por causa da fralda. Tá sendo difícil porque pra comprar é caro. Pra outras coisas até tá sendo mais rápido, mas fralda mesmo tá em falta”, concluiu.

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