(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Manaus (AM) – O pré-candidato ao Governo do Amazonas pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Gilberto Vasconcelos, defendeu a aprovação imediata do fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que a medida já deveria ter sido implementada no país. Durante entrevista à TV Band Amazonas, divulgada em 19 de junho, o professor argumentou que o atual modelo de jornada afeta principalmente trabalhadores do comércio e da indústria, que enfrentam dificuldades para conciliar trabalho, descanso e vida pessoal.
Ao comentar a proposta que tramita no Congresso Nacional, Vasconcelos afirmou que o debate ocorre com atraso em relação às necessidades da classe trabalhadora. Segundo ele, a manutenção da escala 6×1 impede que muitos trabalhadores tenham tempo suficiente para atividades familiares, lazer, estudos e cuidados com a própria saúde.
Na avaliação do pré-candidato, a redução da jornada de trabalho representa uma medida necessária para melhorar a qualidade de vida da população.
“Essa proposta já devia ter sido aprovada porque é uma necessidade principalmente para a classe trabalhadora que trabalha no comércio e que trabalha na indústria nessa escala 6×1, que não tem tempo para viver”, afirmou.
Durante a entrevista, Gilberto Vasconcelos associou a defesa do fim da escala 6×1 ao movimento nacional que reivindica mudanças nas jornadas de trabalho. Segundo ele, a principal bandeira desse debate é garantir que os trabalhadores tenham mais tempo disponível para além das atividades profissionais.
O pré-candidato afirmou que a rotina de trabalho atualmente imposta a muitos brasileiros limita o convívio familiar e reduz as possibilidades de desenvolvimento pessoal.
Para ele, a discussão não deve se restringir apenas às relações trabalhistas, mas envolver também a qualidade de vida dos trabalhadores.
“O mote principal dessa campanha é ter vida além do trabalho porque a população já trabalha tanto que não consegue ter tempo para viver”, declarou.
Proposta de avançar para jornadas menores
Além de defender a aprovação do fim da escala 6×1, Vasconcelos afirmou que o debate sobre a jornada de trabalho deveria avançar futuramente para um modelo de 36 horas semanais.
Segundo ele, a redução da carga horária permitiria que os trabalhadores tivessem mais tempo para resolver questões pessoais, participar da vida familiar e desenvolver outras atividades fora do ambiente profissional.
O pré-candidato argumentou que a ampliação do tempo livre é uma condição necessária para melhorar as condições de vida da população. “Deve avançar para uma escala no futuro de 36 horas semanais para que a população tenha condições de viver de maneira digna”, afirmou.
Crítica ao modelo de produtividade
Ao justificar sua posição, Gilberto Vasconcelos criticou o que considera ser uma estratégia adotada por setores empresariais para aumentar a produtividade por meio da intensificação do trabalho.
Segundo ele, o crescimento da produção não deveria depender da ampliação da exploração da mão de obra, mas de investimentos em ciência, tecnologia e inovação.
O pré-candidato afirmou que empresas poderiam utilizar novas tecnologias para melhorar a eficiência produtiva sem exigir jornadas excessivas dos trabalhadores.
“Eu não entendo o motivo de a classe dominante brasileira querer aumentar sua produtividade em cima da exploração absoluta da classe trabalhadora e não investir em novas tecnologias”, declarou.
Impactos sobre a juventude
Durante a entrevista, Vasconcelos também relacionou o debate sobre a jornada de trabalho às condições enfrentadas pelos jovens que ingressam no mercado de trabalho.
Segundo ele, a manutenção de jornadas consideradas excessivas contribui para a sensação de falta de perspectivas entre parte da juventude brasileira.
Na avaliação do pré-candidato, a redução da jornada poderia representar uma melhoria não apenas para trabalhadores mais experientes, mas também para as novas gerações que iniciam suas atividades profissionais.
Ele afirmou que o atual modelo busca preservar margens de lucro às custas do esforço dos trabalhadores. “Ela quer manter sua taxa de lucro em cima da exploração, de tirar o couro da juventude principalmente, que não vê futuro”, disse. Aprovação deveria ocorrer sem demora, afirma pré-candidato
Ao concluir sua resposta, Gilberto Vasconcelos reiterou que considera urgente a aprovação do fim da escala 6×1 e afirmou que a reivindicação já deveria ter sido atendida pelo Congresso Nacional.
Segundo ele, a medida representa uma demanda legítima dos trabalhadores e faz parte de um debate que, em sua avaliação, está atrasado no país.
“Esse movimento que exige o fim da escala 6×1 já está inclusive atrasado no Brasil. Nós defendemos e achamos que tem que ser aprovado de imediato”, afirmou.
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