Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Pré-candidato diz que pesquisas eleitorais retratam o momento e não o resultado final

Pré-candidato afirma que levantamentos eleitorais são importantes para compreender tendências, mas não determinam o resultado das urnas.

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(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Manaus (AM) – O pré-candidato a deputado federal Marcelo Amil (Republicanos) avaliou que as pesquisas eleitorais são ferramentas importantes para compreender o cenário político, mas não devem ser interpretadas como previsões definitivas do resultado das eleições.

Durante entrevista ao programa Cenário Político, do Portal AM1, Amil afirmou que levantamentos realizados com metodologia científica oferecem um retrato do momento em que são aplicados e ajudam a identificar tendências do eleitorado. “A pesquisa é um reflexo do momento”, observou.

Ao comentar os levantamentos que vêm sendo divulgados desde o início do período pré-eleitoral, o pré-candidato ressaltou que a dinâmica política é marcada por mudanças constantes, o que impede qualquer previsão antecipada sobre o desfecho da disputa.

“O que vai acontecer daqui a uma semana, daqui a um mês, não tem como prever”, ponderou.

Apesar disso, Amil destacou que pesquisas realizadas dentro dos critérios científicos desempenham papel relevante na formulação de estratégias eleitorais e na compreensão das demandas da população.

“Uma pesquisa, quando ela é feita com base metodológica, respeitando o método científico, ela mostra exatamente o que a sociedade pensa”, argumentou Marcelo Amil em entrevista ao programa Cenário Político.

Segundo o pré-candidato, além dos levantamentos divulgados publicamente, os partidos costumam investir em pesquisas próprias para orientar decisões internas, identificar temas de maior interesse do eleitorado e definir prioridades de comunicação durante as campanhas.

“Eles têm suas pesquisas internas, tanto as quantitativas quanto as qualitativas, que definem que rumo vão fazer, onde vão debater e que debate vão puxar”, explicou.

Questionado sobre a influência das pesquisas na decisão de voto dos eleitores, Amil reconheceu que os números divulgados podem produzir efeitos políticos, mas avaliou que esse impacto costuma ser limitado pelo próprio ritmo das transformações do cenário eleitoral. “Eu acho que ela influencia, mas essa influência também não é eterna”, afirmou.

Na avaliação do pré-candidato, novas informações, acontecimentos políticos e mudanças na conjuntura econômica podem alterar rapidamente a percepção do eleitorado, reduzindo o efeito de levantamentos anteriores.

Amil também destacou a importância de observar tendências ao longo do tempo, em vez de analisar apenas resultados isolados. Segundo ele, quando determinados candidatos mantêm índices semelhantes em pesquisas sucessivas, os dados passam a oferecer informações mais consistentes sobre o comportamento do eleitorado.

“O presidente Lula, em nenhuma pesquisa, apareceu com menos de 35%. Assim como o Flávio Bolsonaro também tem um piso muito alto. Isso é um dado que está consolidado”, avaliou.

Para o pré-candidato, a principal utilidade das pesquisas eleitorais está na capacidade de retratar o momento político e fornecer elementos para a construção de estratégias de campanha, sem substituir o debate público nem antecipar o resultado das urnas.

 

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