Manaus, 8 de julho de 2026
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Cenário

Prefeito do interior afirma que áudio atribuído a Átila Lins é perseguição política

O prefeito de Carauari tinha sido impedido de assumir o cargo. (Foto: Montagem/Amazonas1)

O prefeito do município de Carauari, Bruno Luís Litaiff Ramalho (MDB), afirmou na segunda-feira, 3, que a gravação atribuída ao deputado federal, Átila Lins (PP) em que o parlamentar seria o responsável por “assegurar” uma liminar para que o prefeito fosse empossado no cargo é “perseguição política de seus adversários derrotados nas urnas”.

O prefeito de Carauari tinha sido impedido de assumir o cargo. (Foto: Montagem/Amazonas1)

A matéria foi publicada pelo Portal Amazonas1 no último dia 29 de agosto e a reportagem tentou contato com o deputado Átila sem sucesso. O registro de candidatura de Bruno foi barrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) pela Lei da Ficha Limpa, por contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), quando esteve no mesmo cargo, entre 2005 e 2008, mas ele conseguiu assumir a Prefeitura após liminar do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Napoleão Maia Filho.

Bruno afirma que não tem deputado, prefeito ou governador com poderes de arrancar liminar de ministro. “A decisão de um ministro é soberana”, diz ele. No áudio, o deputado se refere a logística e que a decisão favorável a mim foi julgada pelo Pleno do TSE por unanimidade”.

No áudio, a voz atribuída ao deputado diz: “Nos deslocamos para Brasília para poder assegurar uma liminar do ministro Napoleão Maia Filho e permitir que o Bruno (Luís Litaiff Ramalho) assumisse o comando da prefeitura”.

Para tentar assumir o comando da Prefeitura de Carauari, Bruno Litaiff recorreu ao TSE e o processo dele foi distribuído ao ministro Napoleão Maia Filho. Na época, Átila era do mesmo partido de Bruno, o MDB.