(Fotos: Dhyeizo Lemos/Semcom e Alex Pazuello/Semcom)
Manaus (AM) – A Prefeitura de Manaus afirmou, nesta segunda-feira (20), que não possui débitos pendentes referentes ao ano de 2026 com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram). A manifestação ocorre após a paralisação total da frota de ônibus da capital, iniciada no início da tarde e que afetou milhares de passageiros.
Em nota, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) informou que todas as obrigações financeiras da administração municipal com o sistema de transporte coletivo estão sendo cumpridas regularmente neste ano.
Segundo o órgão, a prefeitura mantém o compromisso com a continuidade do serviço e adota as medidas necessárias para garantir o funcionamento do transporte coletivo. O IMMU também afirmou que o Executivo segue em diálogo com os sindicatos envolvidos, defendendo que qualquer negociação preserve os interesses dos usuários do sistema.
A manifestação da prefeitura foi divulgada poucas horas depois de o Sinetram também se posicionar sobre a paralisação. Em nota ao Portal AM1, o sindicato das empresas informou que foi surpreendido pela greve e alegou não ter recebido qualquer aviso prévio ou comunicação oficial do Sindicato dos Rodoviários sobre o movimento. Confira a matéria completa.
Ainda conforme o Sinetram, a entidade permanece aberta ao diálogo com os trabalhadores, mas informou que adotará medidas judiciais para buscar o restabelecimento da operação do transporte coletivo na cidade.
Contexto
A greve foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus após sucessivos atrasos no pagamento dos salários dos rodoviários pelas empresas consorciadas. Segundo a categoria, mesmo após decisões judiciais que determinavam a regularização dos pagamentos, os atrasos continuaram, levando à paralisação de 100% da frota.
O movimento interrompeu a circulação dos ônibus em todas as regiões da capital e, até o momento, não há previsão para a normalização do serviço. Os trabalhadores afirmam que a greve só será encerrada quando os salários em atraso forem integralmente quitados pelas empresas.
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