Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Presidente da Apeam elogia postura de David Almeida e expõe paralisia do governo Wilson Lima

Entidade aponta que diálogo e decisões rápidas marcam diferença entre o governo de David Almeida, em 2017, e o atual governo de Wilson Lima.

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(Foto: Alex Pazuello/Secom & João Viana/Semcom)

Manaus (AM) – O presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), Gerson Feitosa, comparou em entrevista ao Portal AM1 as gestões do atual prefeito de Manaus, David Almeida, que foi governador interino em 2017, e os dois mandatos do governador Wilson Lima (União Brasil) à frente do Governo do Amazonas.

Segundo Feitosa, nunca houve tanta dificuldade para dialogar com o governador do estado. “Não tinha vivido, até o presente momento, tanta dificuldade em negociar com alguém”, afirmou.

O presidente direcionou diversas críticas à gestão de Wilson Lima e à forma como o governo tem tratado as demandas dos policiais militares do Amazonas.

O presidente da Apeam recordou que, durante o governo interino de David Almeida, houve uma situação em que uma decisão judicial determinava a promoção de 2.800 policiais militares.

“Não tinha vivido, até o presente momento, tanta dificuldade em negociar com alguém. Posso até fazer um paralelo aqui em relação a essa questão. O momento que tivemos, por exemplo, com David, que foi governador interino do Amazonas, mostra bem a diferença”, disse Feitosa.

Na época, alegações eleitorais e questões jurídicas foram apontadas como obstáculos, mas a decisão foi cumprida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, garantindo as promoções. “Quando se quer fazer, se faz, se busca o meio”, destacou Feitosa.

Em contraste, ele criticou a atual gestão, que alega constantemente falta de recursos e limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal para justificar a não implementação de promoções, pagamentos de datas-base e outras demandas da corporação. Para Feitosa, essa postura demonstra descaso e falta de empenho em resolver questões estruturais da segurança pública no Amazonas.

Ele ainda relembrou a trajetória da Apeam desde sua fundação em 2013 e o histórico de diferentes governos que enfrentou, incluindo os de Omar Aziz, José Melo, Amazônino Mendes e David Almeida, reforçando que a dificuldade atual para dialogar é “inédita”.

 

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