(Foto: Antônia Lima/Secom & Pedro França/Agência Senado)
Manaus (AM) – O presidente estadual do Partido Liberal (PL) no Amazonas, Alfredo Nascimento, afirmou em entrevista à Rede Onda Digital que o governador Wilson Lima manifestou interesse em disputar a segunda vaga ao Senado pelo União Brasil, com o apoio do PL. Segundo ele, o governador comunicou essa intenção a lideranças como Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, Capitão Alberto Neto e ao próprio Nascimento.
A declaração foi feita nesta terça-feira (10), durante participação no programa da emissora. Nascimento destacou que as conversas ocorreram ainda no segundo turno das eleições municipais de 2024.
“O Alberto participou da conversa junto comigo, o Wilson, Valdemar e o Bolsonaro. O que ele disse que queria? Ele queria ser a segunda vaga do PL [Partido Liberal], não pelo PL, mas do partido que ele está, o União Brasil”, disse Alfredo Nascimento durante a entrevista.
O presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento, afirmou que, caso Wilson seja candidato e deseje participar do processo, ele terá apoio. Segundo ele, houve conversas com Wilson e com Alberto, que também participou das tratativas.
Nascimento garantiu que, se o governador Wilson Lima decidir concorrer ao Senado, o PL pode apoiar sua candidatura. Destacou ainda que esse apoio não parte apenas dele, mas é respaldado pela direção nacional do partido e pelo principal nome da legenda, o ex-presidente Bolsonaro, a quem atribuiu a força política e os votos. “Isso foi abraçado pela direção nacional, pelo nosso político maior, que é o Bolsonaro”, afirmou o presidente estadual.
“Se ele for candidato e quiser participar disso, tem [a possibilidade de apoio à candidatura]. Nós conversamos com ele. E o Alberto participou das conversas”, disse Alfredo Nascimento.
À época, nas Eleições Municipais de 2024, a base aliada de Wilson Lima na Câmara Municipal de Manaus (CMM) apoiou a candidatura de Alberto Neto contra o prefeito David Almeida.
Naquele momento, no entanto, Alberto Neto teria rejeitado o apoio de figuras tradicionais da política amazonense, os famosos “caciques”. A recusa evidenciava uma estratégia de candidatura independente, sem associação direta ao governador.
Com a proximidade do ano eleitoral, os sinais de aproximação entre o PL e o União Brasil começaram a ganhar força. Em entrevista ao “A Crítica Podcast”, o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) não descartou retomar o diálogo com o governador. Ele afirmou, porém, que manterá um tom crítico em relação à gestão estadual.
Durante a entrevista, o parlamentar lembrou da presença de Wilson Lima em um evento do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse estar aberto a discutir projetos políticos com o governador, inclusive visando à candidatura da professora Maria do Carmo.
“Precisamos de um projeto nacional. O partido do governador pode garantir mais tempo de TV à candidatura da professora Maria do Carmo, e estamos dispostos a dialogar”, afirmou Alberto Neto.
O deputado também revelou que Wilson Lima tem se reunido com o presidente do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento, para articular alianças de olho nas eleições de 2026. “Há conversas entre o governador e Alfredo Nascimento em torno de um projeto político para a direita”, declarou.
Além de Alberto Neto e Nascimento, o vereador Capitão Carpê afirmou ao Portal AM1 que o PL mantém as portas abertas para uma eventual aliança com Wilson Lima, reforçando o movimento de reaproximação entre o partido e o governador.
Cenário Político
Essa movimentação ocorre em um cenário político influenciado pela força do União Brasil e do Progressistas (PP), que juntos formam a maior bancada na Câmara dos Deputados. A federação entre os dois partidos concentra também os maiores fundos de campanha: R$ 197,6 milhões do Fundo Partidário e R$ 953,8 milhões do Fundo Eleitoral.
A retomada de articulações envolve também o ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a formação da superfederação, ele voltou a aparecer publicamente ao lado de Ciro Nogueira, presidente do PP, com postagens sugestivas nas redes sociais. Em uma delas, Ciro Nogueira escreveu: “E, como sempre digo, ninguém se perde no caminho de volta”.
As federações partidárias têm fortalecido legendas de porte médio, como União Brasil e PP, que agora ocupam posição estratégica no cenário político e eleitoral, com projeção decisiva para 2026.
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