Imagens: Reprodução
Entre as principais dificuldades enfrentadas pelos agricultores familiares do estado do Amazonas, o escoamento da produção é o mais apontado. Estradas péssimas, principalmente, no período chuvoso, provocam prejuízo para o produtor, que não consegue transportar os produtos até o ponto de venda e, consequentemente, receber o valor investido em sua produção e, assim, continuar os negócios.
Leia mais: Irregularidades: TCE suspende licitação da Prefeitura de Barcelos
No município de Presidente Figueiredo, distante 107 Km da capital amazonense, um homem foi filmado no momento em que ficou furioso ao tentar seguir com suas hortaliças para comercializar em Manaus, no entanto, devido ao atoleiro, ficou impedido de sair daquele município.
“Quatro horas da manhã. Quatro horas da manhã eu tinha que estar em Manaus. Os carros estão aqui, meus carros são novos, esse carro é 2019, destruído. Não tem estrada para rodar. As máquinas estão lá no rio Pardo, se você for lá, as máquinas estão lá. Só três atoleiros, as máquinas estão lá, eu acho que ganhando diária. Só pode ser!”, gritou furioso o homem, que por não conseguir pegar a estrada, dirigiu-se para frente do prédio da Prefeitura de Presidente Figueiredo e lançou todas as hortaliças dele ao chão.
“Porque dá condições pra [sic] gente que está lá dentro, pras [sic] famílias que estão lá dentro. Para os pais e para os trabalhadores, não dão condições, não dão!”, continuou o agricultor, se referindo aos ramais.
São muitas as reclamações registradas devido à intrafegabilidade nas estradas, ramais e vicinais de Presidente Figueiredo. O problema não afeta somente os pequenos produtores rurais que trabalham no município, atinge também os estudantes que precisam se deslocar para às escolas e ficam impedidos de avançar devido aos atoleiros.
“Porque dá condições pra gente que está lá dentro, pras famílias que estão lá dentro. Para os pais e para os trabalhadores não dão condições, não dão.”
Transeuntes assistiam e filmavam a tudo, em seguida, pegaram as hortaliças, que devido as más condições de trasnporte, perderam o valor comercial, e o homem dizia:
“Pode me prender. Mas rapaz, a gente trabalha pra conseguir as coisas e o mínimo que poderiam dar pra gente era uma estrada, no mínimo”.
Assista:
Vídeo: reprodução





