Manaus, 7 de julho de 2026
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Manaus, 7 de julho de 2026

Política

Presidentes de partidos do Centrão se unem contra voto impresso

De acordo com o presidente do Solidariedade, partidos representam 2/3 da Câmara, o que poderia "enterrar" a proposta no Congresso

voto impresso

Foto: Divulgação

BRASÍLIA, DF – Presidentes de 11 partidos se reuniram nesta segunda-feira e formaram posição contra a adoção do voto impresso, bandeira defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. O fato aconteceu durante reunião dos partidos por videoconferência, no último sábado (26).

Os partidos que participaram da reunião foram o PSDB, MDB, PP, DEM, Solidariedade, PL, PSL, Cidadania, Republicanos, PSD e Avante, sendo a maioria integrantes do chamado “Centrão”. De acordo com o deputado Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade, a união dos partidos encerra a discussão sobre o assunto na Câmara dos Deputados.

“Foi importante os partidos todos terem se posicionado em defesa do atual sistema. Isso definitivamente mata o assunto na Câmara. Esses partidos representam mais de 2/3 da Casa. Acho que o assunto vai ser enterrado”, diz Paulinho da Força.

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“O mais importante do encontro foi juntar partidos mais à esquerda e mais à direita, todos eles contra o voto impresso. Todos confiando no sistema atual, lógico que com a garantia de transparência nem fraude no sistema”, completa.

Bolsonaro tem afirmado que tem apoio no Congresso para implementar o voto impresso e tem feito ataques ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, crítico da adoção desse sistema de votação.

“Se promulgar, teremos eleições, sim, com voto auditável e ponto final. O respeito total ao Parlamento brasileiro. Um quórum qualificado apresenta uma emenda e vai um ministro, no caso, ele que faz carga o tempo todo contra isso, o Barroso exclusivamente, ministro Barroso, uma canetada dele [e] não vai ter eleição com voto auditável? Vai ter sim, Barroso. Vai ter, sim”, disse Bolsonaro na quinta-feira (17).

“Vamos respeitar o Parlamento brasileiro. Que, caso contrário, teremos dúvidas [nas] eleições e podemos ter um problema seríssimo no Brasil. Pode um lado ou outro não aceitar, criar uma convulsão no Brasil”, acrescentou.

(*) Com informações de Camila Mattoso, Fábio Serapião e Guilherme Seto, da Folhapress.

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