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Brasília/DF – O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles resolveu gritar e pedir a “devolução” do dinheiro cortado no orçamento para sua pasta. Na semana em que o presidente Jair Boslonaro anunciou que dobraria a verba para evitar a depredação das riquezas naturais do Brasil, o orçamento aprovado apontou cortes drásticos no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e no Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), num total de R$ 270 milhões.
Salle pediu a recomposição da verba e afirma que foi atendido. São R$ 72 milhões para o ICMBio, R$ 56 milhões de recomposição orçamentária para o Ibama e outros R$ 142 milhões para reforço adicional para ações de fiscalização também do Ibama. “Formalizamos a recomposição do orçamento e a duplicação da verba da fiscalização conforme determinado pelo PR @jairbolsonaro e já de acordo com nosso PG”, escreveu Salles no Twitter.
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Cabe ao ministro Paulo Guedes encontrar uma forma de não tirar dinheiro da pasta, pressionada pelo desmatamento e queimadas na Amazônia, entre outras tantas denúncias Brasil à fora. Além desse recurso, é preciso que o governo tire da cartola mais R$ 142 milhões para cumprir a promessa de dobrar o montante destinado, especificamente, às ações de fiscalização tocadas pelo Ibama e ICMBio.

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