Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Primeiro aterro sanitário do Amazonas entra na reta final das obras em Manaus

Estrutura moderna vai garantir destinação correta dos resíduos e transformar Manaus em referência em sustentabilidade.

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(Foto: Dhyeizo Lemos/ Semcom-Prefeito e Carlos OliveiraVice-Prefeitura e João Viana/ Semcom)

Manaus (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida, apresentou nesta sexta-feira (17/10) as obras do primeiro aterro sanitário do Estado do Amazonas, localizado no km 19 da rodovia AM-010. O novo espaço conta com estrutura moderna e totalmente alinhada às normas ambientais vigentes no país, marcando um novo momento na política de resíduos sólidos da capital.

Durante a visita, o prefeito esteve acompanhado do vice-prefeito e secretário de Infraestrutura, Renato Junior, do secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, do secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Fransuá Matos, além do juiz Moacir Pereira Batista, da Vara Especializada do Meio Ambiente (Vema), vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e outros secretários municipais.

Segundo David Almeida, o novo empreendimento representa um divisor de águas na forma como a cidade lida com seus resíduos.

“Quando assumimos a prefeitura, encontramos o aterro controlado à beira do colapso. Hoje, estamos entregando uma nova realidade: o primeiro aterro sanitário do Amazonas, construído com as técnicas mais modernas e dentro de todas as normas ambientais. É o início de um novo tempo para Manaus”, afirmou o prefeito.

Estrutura moderna e sustentável

Com 67 hectares de área, o novo aterro sanitário é dividido em quatro células operacionais, cada uma com quase cinco hectares, e investimento estimado entre R$ 20 e R$ 25 milhões. O local possui quatro camadas de impermeabilização que protegem o solo e o lençol freático, garantindo segurança ambiental e durabilidade à estrutura.

O gerente do aterro, Peter Maia, destacou que o empreendimento também contará com uma nova lagoa de chorume e tecnologia avançada para o tratamento dos efluentes. O chorume tratado será reaproveitado em processos internos, como o umedecimento das vias e a hidrossemeadura, reforçando o conceito de economia circular.

A previsão é que o aterro entre em funcionamento em fevereiro de 2026, com vida útil de até 20 anos, conforme o cronograma firmado no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Prefeitura de Manaus, o Ministério Público do Estado (MP-AM) e o Poder Judiciário.

Investimento e responsabilidade ambiental

O projeto faz parte do Plano Municipal de Resíduos Sólidos e cumpre integralmente as exigências da Resolução nº 430 do Conama. O investimento é privado, feito pelas empresas que atuam na limpeza urbana, enquanto a Prefeitura mantém a propriedade e o controle da área, desapropriada para garantir a soberania pública do projeto.

“Esse é um investimento sem precedentes na história da cidade. Agradeço ao Judiciário, ao Ministério Público e às secretarias envolvidas. O acordo foi homologado e está sendo executado com total rigor técnico e ambiental”, ressaltou David Almeida.

Energia limpa e descarbonização

O aterro também se destaca pelo potencial de geração de energia limpa. O biogás produzido pela decomposição dos resíduos será convertido em biometano, capaz de abastecer até 80 veículos por dia, incluindo caminhões de coleta e ônibus do transporte público.

Além disso, a Prefeitura pretende implantar um projeto de energia solar no antigo aterro controlado, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). A estimativa é gerar 1 megawatt de energia, o suficiente para abastecer cerca de 10 mil residências.

“Estamos transformando o que antes era um passivo ambiental em fonte de energia limpa. Com o biometano e a energia solar, Manaus se consolida como referência em sustentabilidade no Norte do país”, destacou o prefeito.

Essas iniciativas integram o plano de descarbonização da Prefeitura de Manaus, que já garantiu R$ 500 milhões em créditos de carbono, certificados pela B3 (Bolsa de Valores do Brasil), graças às ações ambientais e às ecobarreiras que impedem que cerca de 300 toneladas de lixo cheguem ao rio Negro.

Referência nacional

O novo aterro sanitário já vem atraindo a atenção de pesquisadores e especialistas de todo o país, interessados em conhecer o modelo de gestão ambiental implementado em Manaus.

“Essa é uma das maiores obras da atual gestão. Pela primeira vez, Manaus terá um aterro que cumpre todas as normas ambientais e garante o tratamento adequado do chorume. É um legado que vai marcar a história da cidade”, afirmou Sabá Reis, secretário de Limpeza Urbana.

O juiz Moacir Pereira Batista, da Vema, reforçou que o processo foi analisado com base nas melhores práticas e está totalmente em conformidade com a legislação ambiental.

“O TAC foi homologado com base em critérios técnicos rigorosos e nas tecnologias mais avançadas disponíveis”, explicou.

Para o vice-prefeito Renato Junior, o projeto representa um passo decisivo para o futuro da capital.

“Estamos construindo uma Manaus mais limpa, moderna e sustentável, preparada para as próximas décadas”, declarou.

Encerrando a visita, David Almeida destacou o simbolismo do momento:

“Nunca o Amazonas teve um aterro sanitário. É um marco histórico. Estamos cumprindo todas as normas ambientais e fazendo de Manaus uma referência nacional em inovação e responsabilidade ambiental.”

(*) Com informações da Assessoria

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