(Foto: Divulgação/Assessoria)
Manaus (AM) – O vereador Professor Samuel, eleito em Manaus com um discurso voltado à valorização da educação, está sob intensa pressão de sua base eleitoral para que o político se posicione contra a proposta de reforma da previdência municipal apresentada pelo Executivo, que aumenta a idade mínima para aposentadoria dos servidores.
A votação do projeto na Câmara Municipal de Manaus (CMM) promete ser acalorada. Para que a reforma seja derrubada, são necessários 13 votos contrários, já que a decisão exige quórum de dois terços dos vereadores. Até o momento, 12 parlamentares já declararam voto contra a proposta, deixando o resultado nas mãos de vereadores fa base do prefeito David Almeida, entre eles, o próprio Professor Samuel.
Por ter construído sua trajetória política em defesa dos professores, o voto do parlamentar é visto como um gesto de coerência com o que prometeu durante a campanha.
Do outro lado, o governo municipal articula para aprovar a medida, alegando que a reforma é necessária para garantir equilíbrio fiscal, justificativa já defendida por Samuel na CMM.
Em seu perfil nas redes sociais, Samuel recebeu duras críticas de professores, classe que será diretamente prejudicada com o aumento do tempo de contribuição prevista na reforma.
“Um professor votando contra sua própria categoria, acha que esse pleito vai durar pra sempre? Tá acabando, a barriga vai doer novamente e certamente vai lembrar de onde veio”, escreveu uma internauta.
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Usando a profissão de professor pra se eleger, e agora esqueci de como é árdua nossa profissão e vota pra acabar com nossos direitos.
O impasse coloca Samuel em uma encruzilhada política: seguir as orientações do Executivo ou atender às demandas de sua principal base de apoio. Nos corredores da CMM, a expectativa é de que o vereador defina sua posição antes da votação, que deve ser marcada nas próximas semanas.
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