Professora Evany ganhou espaço na reta final da disputa pelo Senado no Amazonas - (Foto: Divulgação)
A candidata ao Senado pelo PSOL, Maria Evany do Nascimento, a Professora Evany, ganhou espaço na reta final da disputa e passou a ser apontada como uma das principais opções de segundo voto entre eleitores de esquerda no Amazonas.
O movimento ocorre após a desistência de Marcelo Ramos (PT), que abriu mão da candidatura ao Senado em julho, depois de um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com a saída de Ramos, parte do eleitorado progressista que poderia ter nele uma opção para o Senado passou a buscar outro nome identificado diretamente com a esquerda.
Nesse cenário, Evany aparece como uma das candidaturas que ocupam esse espaço. A movimentação ganhou força especialmente entre setores ligados à educação e à comunidade universitária. Professora de ensino superior e doutora pela PUC-Rio, ela é candidata pelo PSOL e disputa uma das duas vagas ao Senado pelo Amazonas.
Na estratégia adotada por lideranças do campo progressista, Eduardo Braga (MDB) aparece como o primeiro voto associado ao apoio ao presidente Lula e à necessidade de garantir uma base de sustentação no Senado. Para o segundo voto, a orientação de setores da esquerda passou a apontar para Evany ou Ismael Munduruku (Rede), embora a candidata do PSOL tenha ganhado espaço nessa disputa na reta final.
O próprio Marcelo Ramos declarou apoio a Evany. Em publicação nas redes sociais, afirmou que já havia escolhido a candidata como seu segundo voto e defendeu que eleitores de esquerda e progressistas escolhessem um nome identificado com suas posições políticas.
A estratégia também leva em consideração a rejeição de parte desse eleitorado a candidatos que são associados ao campo da direita. Plínio Valério (PSDB), Capitão Alberto Neto (PL) e Wilson Lima (União) aparecem como alternativas fora do campo progressista.
Com duas vagas em disputa para o Senado, o desafio de Evany é transformar esse movimento de concentração do segundo voto em votação efetiva nas urnas. Pesquisas públicas recentes, porém, ainda mostram diferenças importantes nos percentuais atribuídos à candidata, o que mantém em aberto o tamanho real desse movimento eleitoral.
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