Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Programa de Combate à violência contra a mulher é implantado na Uber

Agora, com um ‘X’ desenhado na mão, as mulheres poderão solicitar, de maneira silenciosa, ajuda em alguma situação de vulnerabilidade.

(Foto: Carlos Costa/Câmara Municipal de Curitiba)

Manaus (AM) – A Uber e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinaram, nesta quarta-feira (19), um acordo de cooperação para combater a violência contra a mulher. A plataforma de mobilidade implantará o Programa Sinal Vermelho, lançado em 2021. Agora, com um ‘X’ desenhado na mão, as mulheres poderão solicitar, de maneira silenciosa, ajuda em alguma situação de vulnerabilidade.

O levantamento realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontou que, no ano passado, 1.463 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil. A pesquisa também constatou que dezoito Unidades Federativas (UF) apresentam taxa superior à média nacional no Brasil.

Dados disponibilizados em 2023, pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), apontam que 23 mulheres foram vítimas de feminicídio no Estado do Amazonas. Com um aumento de 9,5% vítimas com relação ao ano anterior.

Nesse sentido, a implantação de um programa que facilite a identificação de casos de violência pode ser eficaz no combate à violência doméstica e redução de casos de feminicídio. Porém, a função de segurança não é a primeira a ser integrada pela plataforma.

Em 2023, a Uber Brasil e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) assinaram um Termo de Cooperação Técnica que possibilitava a adição de um botão interativo da função de “Ligar para a Polícia” dentro do próprio aplicativo. A funcionalidade está integrada ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops).

A universitária e usuária do aplicativo de mobilidade, Fernanda Bentes, disse que se sente insegura ao usar a plataforma. Segundo ela, a “insegurança é independente do horário e do dia, seja pela manhã, tarde ou noite. Porém, não sinto tanta insegurança quando o veículo é conduzido por motorista mulher”, destaca a estudante.

Fernanda acredita que o Programa Sinal Vermelho pode auxiliar na denúncia de crimes contra a mulher. Conforme a estudante, haveria “uma forma de ‘denunciar’ crimes de violência contra mulher e também é mais uma alternativa de pedir ajuda para sair das situações de vulnerabilidade.”

O Programa Sinal Vermelho existe desde 2020, e já abrange cerca de 15 mil farmácias, prefeituras, órgãos do Judiciário e agências do Banco do Brasil em todo o país.

Gleyde Silva, motorista por aplicativo em tempo integral, acredita que o Programa do Sinal Vermelho é um auxílio bem-vindo ao combate à violência contra mulher. “Toda ajuda é bem-vinda. No caso do programa em questão, percebemos um aumento grande de violência contra a mulher desde a pandemia”, explica a motorista. No entanto, ele também pontua que a integração do programa não será eficaz na prevenção de casos de violência.

Segundo o motorista de aplicativo, Edson Rodrigues, o programa Sinal Vermelho, que será integrado à Uber, pode auxiliar na identificação de uma possível situação de vulnerabilidade ou violência.

“Eu acho um programa excelente, porque a gente que trabalha, que pega vários passageiros, anda atento a qualquer sinal. Se, no caso, a gente vê uma sinalização de uma pessoa que está em perigo, a gente pode até ajudar a salvar uma vida. Por exemplo, se passarmos perto de uma viatura ou qualquer outro meio de segurança pública, podemos fazer um sinal ou até mesmo parar em uma delegacia.”, explica o motorista.

 

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