Manaus, 6 de julho de 2026
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Cidades

Programa do governo quer aprofundar conexão com as periferias

Iniciativa começa em São Paulo e prevê participação popular presencial e digital por meio da plataforma Brasil Participativo.

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(Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil)

Manaus (AM) – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, lançou neste sábado (8) o programa Governo na Rua, uma iniciativa que pretende aproximar o governo federal das periferias e ampliar os canais de escuta popular. O evento de estreia ocorreu no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, em um campo de futebol conhecido como Morro da Lua.

Segundo Boulos, o objetivo é ouvir diretamente a população sobre suas demandas e integrar essas pautas à formulação de políticas públicas. “Hoje fizemos um exercício de escuta. Falaram o entregador de aplicativo, a trabalhadora da escala 6×1, jovens da região, movimentos de moradia e representantes da cultura periférica”, afirmou o ministro.

Participação em todo o país

A ação, que deve percorrer todos os estados brasileiros, também terá uma versão digital por meio da plataforma Brasil Participativo, dentro do Orçamento Participativo Digital. A ideia é permitir que qualquer cidadão indique as prioridades da sua região e influencie a destinação de recursos federais.

“O povo também tem que apresentar o que quer que esteja no orçamento do governo. Todo mundo vai poder colocar o dedo na decisão de para onde vai o dinheiro público”, explicou Boulos.

Ele destacou ainda que a iniciativa busca aprofundar a relação do governo com as comunidades de baixa renda. “O presidente Lula me deu a missão de aproximar ainda mais as políticas do governo federal com o povo das periferias, que foi quem mais acreditou nesse projeto”, disse.

Voz das comunidades

Durante o lançamento, moradores e lideranças locais apresentaram suas demandas. O jovem Guilherme Coelho, liderança comunitária, defendeu o protagonismo da juventude nas decisões do governo.
“Não queremos só ser ouvidos. Queremos estar junto na mesa, ajudando a construir as políticas públicas que vão nos impactar”, afirmou.

Já Bruna Simões Miranda, coordenadora do Movimento Vida Além do Trabalho, cobrou melhores condições de trabalho e o fim da escala 6×1, destacando os impactos na saúde mental dos trabalhadores. “Nós somos os dados. Somos quem está com a saúde mental afetada”, declarou.

O entregador e coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Direito, Júnior Freitas, reivindicou políticas específicas para os trabalhadores de aplicativo. “Os jovens estão morrendo nas ruas trabalhando para empresas que lucram bilhões. Precisamos estar nos espaços de decisão”, defendeu.

Escuta popular como política de Estado

O “Governo na Rua” integra a estratégia da Secretaria-Geral de tornar a participação popular uma política permanente. A meta, segundo Boulos, é garantir que as vozes das periferias tenham influência direta sobre o orçamento e as ações do governo federal.

(*) Com informações da Agência Brasil

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