(Foto: Zeca Ribeiro /Câmara dos Deputados)
Manaus (AM) – A tentativa de consolidação de uma chapa robusta no Republicanos (AM) para a disputa à Câmara dos Deputados transformou-se em um obstáculo adicional para o deputado federal Silas Câmara, que busca o sétimo mandato.
A articulação para reunir nomes de peso e alcançar cerca de 800 mil votos, meta que garantiria até três cadeiras para a legenda, não avançou como previsto, fragilizando o projeto político do parlamentar no Amazonas.
O revés mais recente foi a saída do deputado federal Adail Filho do Republicanos para o MDB. A mudança reduziu o potencial competitivo da chapa e desmontou parte da estratégia desenhada para ampliar a bancada da sigla no estado.
O plano de Silas previa a formação de um grupo capaz de impulsionar a legenda a um desempenho expressivo nas urnas. A expectativa era eleger três deputados federais, consolidando quase 40% da representação do Amazonas na Câmara.
A engenharia eleitoral incluía negociações com o deputado Amom do Cidadania, além de conversas com o ex-prefeito Arthur Neto, o coronel Alfredo Menezes, a ex-deputada Conceição Sampaio e a influenciadora Isabelle Nogueira.
O desenho, no entanto, não saiu do papel. Arthur Neto chegou a se filiar ao Republicanos, mas permaneceu por seis meses e deixou a sigla antes de consolidar qualquer movimento eleitoral. As demais articulações não avançaram a ponto de alterar o cenário competitivo.
Outra estratégia que não prosperou envolvia o vereador João Carlos. Silas avaliava licenciar-se do mandato para permitir que o aliado assumisse temporariamente uma cadeira na Câmara dos Deputados, ampliando sua visibilidade e potencial de votos. A licença não se concretizou, e o plano perdeu força.
Diante de um possível esvaziamento da chapa e da dificuldade de compor uma nominata competitiva, cresce nos bastidores a possibilidade de mudança partidária até o prazo final de filiação, em 4 de abril. A decisão implicaria abrir mão da presidência estadual do Republicanos, cargo estratégico na estrutura partidária.
Sem a reconfiguração da estratégia, a permanência no atual cenário reduz as chances de renovação do mandato. O projeto de ampliar a bancada e consolidar protagonismo na representação amazonense deu lugar a um quadro de incertezas, no qual a sobrevivência política passa, novamente, por rearranjos de última hora.
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