Manaus, 6 de julho de 2026
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Cenário

Projeto de lei propõe reconhecimento da Feira da Praça Tenreiro Aranha como patrimônio cultural de Manaus

Proposta apresentada na Câmara Municipal prevê a proteção e a preservação da feira como patrimônio cultural de natureza material do município.

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(Foto: Marcelo Borges/Instituto Durango Duarte)

Manaus (AM) – Um projeto de lei apresentado na Câmara Municipal de Manaus propõe declarar a Feira da Praça Tenreiro Aranha como patrimônio cultural de natureza material do município. A proposta é de autoria da vereadora Professora Jacqueline e estabelece a proteção municipal ao espaço, com incentivo à sua perpetuação e preservação cultural para as futuras gerações.

De acordo com o texto, a Feira da Praça Tenreiro Aranha está localizada na Rua Guilherme Moreira, no Centro de Manaus. O projeto também prevê que o município possa firmar convênios, realizar ações e promover eventos voltados à divulgação da importância histórica da feira, além de incentivar sua inclusão no roteiro turístico da região.

Na justificativa da proposta, a autora afirma que a feira possui relevância histórica, social, econômica e cultural para a cidade. O documento destaca que a Praça Tenreiro Aranha está situada em um dos espaços públicos mais antigos da capital amazonense e reúne mais de 170 anos de história, sendo considerada um marco da formação urbana e da memória coletiva de Manaus.

Segundo o texto, a praça consolidou-se ao longo do tempo como um espaço de convivência popular e expressão cultural. A justificativa aponta que a instalação da feira de artesanato indígena e caboclo, especialmente após a transferência do Pavilhão Universal na década de 1980, promoveu a ressignificação do espaço público e contribuiu para sua transformação em um ponto de encontro entre tradição, economia local e identidade cultural.

O documento ressalta que a feira passou a ser reconhecida popularmente como parte da chamada “Praça do Índio”. Também destaca que o local funciona como espaço permanente de valorização dos saberes tradicionais, reunindo artesãos indígenas e caboclos que comercializam produtos representativos da diversidade cultural da região amazônica.

A justificativa afirma ainda que a feira contribui para a preservação de técnicas ancestrais, para o fortalecimento da identidade regional e para a geração de renda de comunidades tradicionais. O texto também aponta que o espaço exerce papel relevante na dinamização do Centro Histórico, ao favorecer a ocupação contínua da área, atrair visitantes e fortalecer o turismo cultural.

Outro aspecto destacado é o processo de revitalização da praça. O documento cita a restauração do Pavilhão Universal em 2008 e intervenções paisagísticas realizadas posteriormente, medidas que, segundo a justificativa, reforçam o reconhecimento institucional da importância do espaço e ampliam o papel da feira na vida cultural local.

Caso seja aprovado, o projeto determinará que o Poder Executivo regulamente a lei e passará a reconhecer oficialmente a Feira da Praça Tenreiro Aranha como patrimônio cultural de natureza material do município de Manaus.

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