(Foto: Lucas Silva/Secom)
Manaus (AM) – Mesmo inaugurado em 2024 e com licença de funcionamento emitida desde 13 de setembro do mesmo ano, o Hospital do Sangue da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) continua fechado após quase um ano de sua conclusão. Além da demora na abertura, a unidade foi deixada de fora do orçamento estadual para 2026, sem previsão de recursos para iniciar as operações.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado estadual Wilker Barreto, posicionado em frente ao prédio, afirmou que o hospital está pronto desde 13 de setembro de 2024, data registrada na licença de funcionamento apresentada por ele.
“Há pouco mais de oito dias, essa obra completará um ano que está pronta para funcionar e não funciona”, declarou.
O parlamentar relacionou a denúncia à votação do orçamento estadual para 2025, prevista para esta semana na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Segundo Wilker, documentos enviados pelo próprio Hemoam à Secretaria de Estado de Saúde apontam que o hospital precisaria de R$ 13 milhões por mês para operar.
“Consegui aqui documentos formalizados, obviamente entregues após uma formalização por mim, que mostram que esse hospital precisa de R$ 13 milhões por mês. Eu não vou adentrar mais, mas a gente percebe que é um hospital que falta uma limpeza para funcionar, obviamente equipar, fazer alguns ajustes e mantê-lo”, disse.
Wilker Barreto também apresentou um relatório com a projeção total de despesas, que somam R$ 163.454.779,33.
“Números não mentem. Isso aqui é público. A sociedade é a favor de que isso funcione? Lógico que sim”, afirmou.

Ele também alegou que, apesar de a estrutura aparentar necessidade apenas de limpeza e ajustes, o prédio corre risco de se deteriorar caso continue fechado.
“A cada dia que se passa e a cada ano que isso passar, vai depredar e vai ficar que nem o que está atrás do Delphina: abandonado e depredado”, comentou.
O deputado afirmou que levará os documentos à Aleam para defender que os valores necessários sejam incluídos no orçamento por meio de emenda parlamentar.
“O dinheiro não pertence ao governador nem à Secretaria de Saúde, pertence à população. A cada dia que se passa e a cada ano que isso passar, vai depredar e vai ficar que nem o que está atrás do Delphina: abandonado e depredado. E, se Deus quiser, nós vamos garantir o dinheiro no orçamento, porque eu não acredito — vou pegar aqui — que meus colegas deputados não irão votar. Eu acho que é uma decisão coletiva sobre o dinheiro de que precisa o Hospital do Sangue para funcionar”, concluiu.
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