(Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
Manaus (AM) – A coordenação da campanha de Lula no Amazonas reconheceu dificuldades de mobilização em Manaus no primeiro turno e anunciou uma estratégia de visitas aos bairros, ações de porta em porta e reforço nas redes sociais. Em coletiva nesta quinta-feira (8), no bairro Cachoeirinha, representantes do PT e de partidos aliados também defenderam a campanha conjunta pela reeleição do presidente e pela candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao Governo do Estado.
O ex-deputado federal e coordenador da campanha de Lula no Amazonas, Marcelo Ramos (PT), expôs a diferença entre a atuação na capital e no interior. Segundo ele, enquanto os municípios do interior registraram manifestações expressivas em favor de Lula, Manaus teve menor participação dos apoiadores. “Em Manaus, uma campanha mais morta, com mais dificuldade de mobilização, com mais dificuldade de engajamento das pessoas”, afirmou.
Para o segundo turno, Ramos defendeu que a militância amplie o diálogo para além dos próprios grupos de apoio. Ele citou uma caminhada de estudantes e professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no Coroado como exemplo da estratégia que pretende estimular. “Nós passamos da etapa de pedir votos para nós mesmos. Nós precisamos dialogar com a população, disputar a opinião com a população”, declarou.
A defesa da Zona Franca de Manaus, dos programas sociais e dos direitos trabalhistas será um dos eixos desse discurso. Ramos apresentou a disputa contra Flávio Bolsonaro como uma escolha com consequências para a economia amazonense e para a proteção social. O ex-vereador e deputado estadual mais votado da eleições deste ano, José Ricardo (PT), também colocou a manutenção dos incentivos do polo industrial entre as prioridades e criticou medidas adotadas pelo governo de Jair Bolsonaro.
Representante do PCdoB, Yann Evanovick afirmou que a coordenação está unificada em torno de Lula e Omar Aziz. Segundo ele, o esforço agora será ampliar a votação em áreas que receberam menos atenção no primeiro turno, quando os partidos também concentravam suas atividades nas candidaturas estaduais e proporcionais.
A aposta para o Amazonas é combinar uma agenda coordenada com iniciativas da militância nos bairros, concentrando esforços em convencer indecisos, atrair eleitores de outras candidaturas e estimular a participação de quem não votou no primeiro turno.
(*) Com informações da Assessoria
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