Manaus, 24 de outubro de 2026
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Manaus, 24 de outubro de 2026

Política

Qual foi o segundo turno mais apertado da história das eleições presidenciais no Brasil?

Disputa presidencial chega ao segundo turno neste domingo (25), após sete eleições decididas em dois turnos desde 1989.

Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno neste domingo (25). A votação pode marcar uma nova página na história das eleições presidenciais do Brasil (Foto: IA/ Montagem Portal AM1)

Manaus (AM) – Desde a redemocratização, o Brasil teve sete eleições presidenciais decididas em segundo turno. Os resultados mostram disputas com margens bastante diferentes, desde vitórias folgadas até uma das eleições mais acirradas da história recente.

O segundo turno mais apertado ocorreu em 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva venceu Jair Bolsonaro por uma diferença de aproximadamente 2,1 milhões de votos, correspondente a 1,8 ponto percentual dos votos válidos.

Naquele ano, Lula recebeu 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% de Bolsonaro. Mas a história dos segundos turnos presidenciais começou antes.

1989: Collor vence Lula

A eleição de 1989 foi a primeira eleição direta para presidente após o período de ditadura militar e teve segundo turno entre Fernando Collor de Mello e Luiz Inácio Lula da Silva.

Collor venceu a disputa com cerca de 53% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com aproximadamente 47%. A diferença foi de cerca de 4 milhões de votos.

A campanha também ficou marcada pela repercussão do último debate entre os candidatos. Na véspera da votação, a TV Globo exibiu uma edição com os principais momentos do confronto. Um estudo publicado posteriormente apontou que a edição teria favorecido Collor.

2002: Lula vence Serra com maior margem

Em 2002, Lula chegou ao segundo turno contra José Serra (PSDB) e conquistou a Presidência com uma das maiores diferenças registradas em uma eleição presidencial brasileira. O petista obteve 61,3% dos votos válidos, contra 38,7% de Serra.

A diferença foi de aproximadamente 22,6 pontos percentuais, a maior margem entre os segundos turnos presidenciais citados no levantamento.

2006: Lula é reeleito

Quatro anos depois, Lula voltou a disputar o segundo turno, desta vez contra Geraldo Alckmin (PSDB).

O então presidente venceu novamente, com 60,8% dos votos válidos, enquanto Alckmin obteve 39,2%.

Um dos fatos que chamou atenção naquela eleição foi o desempenho de Alckmin entre o primeiro e o segundo turno. O candidato recebeu cerca de 2,4 milhões de votos a menos na segunda etapa.

2010: Dilma derrota Serra

Em 2010, a disputa presidencial chegou ao segundo turno entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

Dilma venceu com 56,1% dos votos válidos, contra 43,9% de Serra, uma diferença de aproximadamente 12,2 pontos percentuais.

A eleição também teve a participação de Marina Silva, que terminou o primeiro turno com quase 20 milhões de votos, mas não avançou para a segunda etapa.

2014: Dilma vence Aécio por pequena diferença

A eleição de 2014 ficou marcada por uma das disputas mais apertadas do período.

Dilma Rousseff enfrentou Aécio Neves (PSDB) no segundo turno e venceu com 51,6% dos votos válidos, contra 48,4% do tucano. A diferença foi de aproximadamente 3,2 pontos percentuais.

Aécio havia terminado o primeiro turno com desempenho superior ao registrado nas pesquisas da véspera e iniciou o segundo turno em vantagem em parte dos levantamentos eleitorais. No entanto, Dilma terminou a disputa à frente.

2018: Bolsonaro vence Haddad

Em 2018, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) chegaram ao segundo turno. Bolsonaro venceu com 55,1% dos votos válidos, enquanto Haddad obteve 44,9%.

A diferença foi de aproximadamente 10,2 pontos percentuais, ou quase 11 milhões de votos. A eleição ocorreu depois de Lula ter sido impedido de disputar a Presidência por decisão da Justiça Eleitoral. Haddad assumiu a candidatura do PT.

2022: a disputa mais apertada

Em 2022, Lula e Bolsonaro voltaram a se enfrentar no segundo turno. Lula terminou a votação com 50,9% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro obteve 49,1%.

A diferença foi de cerca de 2,1 milhões de votos, equivalente a apenas 1,8 ponto percentual. Foi a menor diferença percentual registrada em um segundo turno presidencial no período analisado.

O que os números mostram

Os dados históricos também revelam uma coincidência: em todas as sete eleições presidenciais com segundo turno entre 1989 e 2022, o candidato que terminou o primeiro turno na liderança também venceu o segundo turno.

Outra marca envolve presidentes que buscaram a reeleição. Desde 1998, quando a possibilidade de reeleição passou a valer para o cargo, presidentes que tentaram um novo mandato venceram três vezes e perderam uma.

Em 2026, a disputa acrescenta novos elementos a esse histórico. Neste segundo turno, concorrem o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O segundo turno será realizado neste domingo (25), e o resultado poderá alterar algumas das marcas construídas ao longo das últimas décadas. A votação também atualizará o histórico de presidentes que disputam a reeleição e poderá mudar a sequência de vitórias dos candidatos que terminaram o primeiro turno na liderança.

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