Mosquito Aedes aegypti é transmissor da dengue, chikungunya e zika (Foto: Joao Paulo Burini/Getty Images)
Brasil – Quase metade dos municípios brasileiros avaliados pelo Ministério da Saúde apresenta situação de alerta ou risco elevado para a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O levantamento aponta que 49,2% das cidades analisadas estão em uma dessas classificações.
O cenário preocupa as autoridades de saúde, principalmente diante das mudanças nas condições climáticas. O aumento das temperaturas e as alterações no regime de chuvas podem favorecer a reprodução e acelerar o ciclo de vida do mosquito.
Diante do alerta, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de ampliar as ações de prevenção e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti.
Combate aos criadouros
A orientação é que estados, municípios e a população mantenham uma rotina de vistoria para identificar locais que possam acumular água parada.
Entre os pontos que exigem atenção estão recipientes, caixas-d’água, vasos de plantas, calhas, garrafas, pneus e outros objetos expostos à chuva.
Agentes comunitários de saúde também atuam em ações de orientação e fiscalização. Em estabelecimentos comerciais, como borracharias, as equipes reforçam a importância do armazenamento adequado e do recolhimento de pneus que ficam expostos ao tempo.
Prevenção depende da população
A eliminação dos criadouros é considerada uma das principais medidas para reduzir a proliferação do mosquito. A recomendação é que os cuidados sejam realizados de forma frequente, já que pequenas quantidades de água acumulada podem servir como ambiente para a reprodução do Aedes aegypti.
O Ministério da Saúde orienta que a população mantenha os ambientes limpos, evite o acúmulo de água e procure os serviços de saúde diante de sintomas compatíveis com dengue, chikungunya ou zika.
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